
O caso de Aradas por resolver e a pressão da oposição
O novo mandato na Câmara e Assembleia Municipal de Aveiro será iniciado a partir do final da tarde de hoje, com a instalação dos órgãos e tomada de posse, iniciando-se com um caso e duas propostas.
Os socialistas vão propôr hoje a participação de um representante do PS na constituição da Mesa da Assembleia, além de apontarem para um órgão que «assegure a pluralidade democrática e o escrutínio das decisões». Os socialistas pretendem um novo regimento da assembleia que garanta uma «maior participação dos munícipes, com tempo reservado no início de cada sessão e sem necessidade de inscrição prévia em formulário próprio». Os socialistas vão propor, ainda, «maior antecedência no recebimento da informação enviada pela câmara, anterior às reuniões.
O eleito do CHEGA para a câmara, Diogo Machado, também já anunciou o que pretende propor na primeira reunião da assembleia. Será uma auditoria aos três mandatos de Ribau Esteves.
O caso em Aradas
O caso é da Junta de Freguesia de Aradas, com o direito a um lugar, por inerência, na assembeia municipal. Apesar de ainda não ter executivo e assembleia de freguesia constituídos, sem a composição destes órgãos e a respetiva tomada de posse formalizadas, Catarina Barreto deverá ocupar, hoje, o lugar do presidente da Junta de Aradas na assembleia municipal, na bancada do PSD.
A primeira tentativa para a constituição dos órgãos não foi conseguida, devido ao desacordo entre os partidos.
De um lado, a coligação PSD-CDS-PPM e, do outro, três partidos da oposição, o PS, os independentes “Sentir Aradas” e o CHEGA. Estes conseguiram sete mandatos e a coligação que Catarina Barreto lidera, seis, nas últimas autárquicas.
Os três partidos conseguiram, na primeira reunião da assembleia de freguesia, reprovar a constituição do executivo, uma vez que Catarina Barreto recusou aceder às condições destes três partidos para votarem a favor. Designadamente, uma auditoria financeira e de gestão aos mandatos 2017-2021 e 2021-2025; fim das «situações de assédio laboral» sobre duas trabalhadoras da junta e a entrega da documentação, e não facultada pelo executivo da junta, oito dias após a tomada de posse, «decorrente da sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal», de 14 de julho último.
Nesta altura, os três partidos aguardam um contacto de Catarina Barreto, para marcação de nova assembleia da freguesia, o que, até ao princípio da noite de ontem, não tinha acontecido, segundo apurou o Diário de Aveiro.












