
Coleção única preserva peças e relíquias do universo funerário
O património imaterial é fundamental para reforçar a identidade de uma comunidade, transmitindo conhecimentos e tradições. Com a perda de objetos e registos funerários a ameaçar a continuidade cultural, a Agência Funerária Gamelas, sediada em Esgueira e com 46 anos de história, tornou-se, há mais de três décadas, a guardiã do último adeus, preservando através do seu espólio as memórias de outros tempos.
A eternidade exposta e o desafio da morte
O silêncio das relíquias ecoa no Museu Funerário de Fernando Oliveira, sócio-gerente da Agência Funerária Gamelas há mais de 20 anos, juntamente com Pedro Ferrão. Consciente de que a morte é a única certeza na vida, o esgueirense, de 59 anos, começou a perceber que «a história e o património funerário se estavam a perder», mencionou. Foi assim que, aos poucos, nasceu um dos maiores museus funerários da Europa, onde, como contou, «guarda documentos e peças de grande porte», nomeadamente carros; coches, incluindo um de origem inglesa do final do século XIX; carretas e urnas raras.
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