
São Bernardo guarda memórias de quem cuidou e acompanhou vidas
A saúde mental nem sempre foi uma preocupação, ao contrário do que se observa hoje, com um aumento significativo de pessoas a viver com transtornos mentais, especialmente ansiedade e depressão. Apesar do estigma ainda existente, há uma maior consciencialização sobre este direito humano, impulsionada pelo reforço da literacia em saúde mental.
No passado, o bem-estar psicológico era constantemente interpretado através de lentes religiosas, místicas e, mais tarde, fisiológicas, como acontecia com uma grande parte dos utentes do Centro de Saúde Mental de São Bernardo, em Aveiro. Depois de cerca de 30 anos do seu encerramento, o psiquiatra António Vilar e a enfermeira Gladys Nunes conversaram com o Diário de Aveiro, recordando memórias de um tempo em que a saúde mental se praticava com humanidade.
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