
Médico dormiu entre cadáveres na pandemia
É a primeira banda desenhada (BD) publicada pela Zigurate e vai ficar para a história. Para a história desta editora de não ficção, direcionada para o ensaio acerca da história recente e dos grandes temas contemporâneos e que já antes de a obra estar pronta estava interessada em editá-la. E para a história de Luís Moreira Gonçalves, o protagonista da odisseia vivida pelo próprio, em plena surto pandémico, num hospital de campanha em Porto Velho, na Rondônia (Amazónia), que deu azo ao livro “Dormindo entre Cadáveres”, lançado em setembro último. Nesta sua “aventura bibliográfica”, o médico português, de 40 anos, natural da Trofa, contou com a colaboração da Zigurate e do brasileiro Felipe Parucci, autor dos desenhos.
Homenagem a todos que lutaram contra a Covid
O também doutorado em Química e ex-professor e investigador na USP - Universidade de São Paulo esteve em Aradas, na Fundação Casa Hermes, a convite desta e do Departamento de Ciências Médicas da Universidade de Aveiro para apresentar esta sua BD que, acima de tudo, «é uma homenagem a todos os que [como ele] estiveram na linha da frente», independentemente do “canto do mundo” onde se encontravam. «Obrigado a todos os que ficaram horas sem comer e sem dormir e, mesmo assim, conseguiram ter carinho pelos doentes», sublinhou, ontem, no concelho de Aveiro, perante um público muito atento interessado no tema, que só “pecou” por ser diminuto.
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