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Bipolaridade desafia mulher a viver entre a depressão e a euforia

Aos 23 anos, Sofia Melo, natural de Esgueira, enfrentou uma depressão pós-parto que mais tarde se revelou um sinal de bipolaridade. Entre internamentos e pressões sociais, aprendeu a aceitar a doença e a viver com maior estabilidade

As oscilações extremas de hu­mor são os primeiros sinais do transtorno bipolar, que entre episódios de mania, como energia excessiva e compulsividade, e episódios de depres­são, são muitas vezes confundidas com outras condições de saúde mental. Desde cedo, Sofia Melo, de 52 anos, começou a sofrer de depressão e ataques de ansiedade, o que a levou a consultar dezenas de terapeutas, mas sem sucesso nos diagnósticos.

O mistério das mudanças de humor
As depressões sucessivas sempre fize­ram parte da realidade de Sofia Melo, que, apesar de revelarem o início silencioso da bipolaridade, nunca pensou «ser diagnosticada com uma doença mental», salientou. Durante anos, a esgueirense não conheceu o meio-termo, apenas momentos de exaltação seguidos de quebras abruptas. «Só me sentia num patamar pleno quando percebia que estava deprimida e recorria ao médico, onde me era receitada medi­cação que me deixava “morta”, sem e­nergia para fazer nada», contou, re­cordando que, muitas vezes, deixou de tomar a medicação, «o que é um erro enorme, porque as recaídas são ainda piores».

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Outubro 30, 2025 . 11:00

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