
«Estadia em França foi uma grande aprendizagem»
Tem 17 anos, é natural de Aveiro e é uma das grandes promessas nacionais do Golfe. Após dois anos a viver sozinho em regime de internato em França, em que conciliou os estudos com o golfe (desportivamente representou a Whales Biarritz Academy), Gabriel Sardo está de regresso a “casa” e, no início deste mês, “colheu” os primeiros frutos do seu grande investimento na modalidade, já que venceu a Taça da Federação Portuguesa de Golfe, a segunda prova mais prestigiada para amadores que se realiza em Portugal, uma conquista que considera ser o «melhor resultado» da sua curta carreira. O aveirense que representa o Oporto Golf Club, em entrevista ao Diário de Aveiro, fala dessa conquista, dos seus objetivos e faz um balanço da sua passagem por França, assumindo, ainda, que a ambição de ser jogador profissional «continua a ser um objetivo», embora esteja consciente que, sem patrocinadores, tudo será mais difícil.
Diário de Aveiro: Venceu, este mês, a 39.ª edição da Taça da Federação após derrotar na final o também aveirense Luís António Silva, campeão nacional sub/18. Ficou surpreendido com a sua prestação?
Gabriel Sardo: Não fiquei surpreendido. Ando a trabalhar muito bem, conheço muito bem o campo de Santo Estêvão e sinto-me muito à vontade a jogar nele. Por isso, o resultado representa aquilo que fiz nos últimos meses e vou continuar a trabalhar para obter resultados ainda melhores.
Sendo esta a segunda prova mais prestigiada do calendário nacional para jogadores amadores, considera que este é o melhor resultado da sua carreira?
Sim, podemos dizer que este foi o meu melhor resultado até hoje. Fui quatro vezes vice-campeão e uma vez campeão nacional e venci, por exemplo, o Campeonato Nacional de França por equipas sub/16, mas, mesmo neste último caso, não acho que tenha o mesmo valor que a Taça da Federação.
Está de regresso a Portugal, depois de dois anos em que, em França, conjugou o golfe com os estudos. Que balanço faz dessa experiência?
Na minha opinião, França é o país onde há os melhores jogadores europeus do meu escalão. Não cheguei a competir com todos os campeões, mas sem dúvida que vê-los a jogar e conversar com alguns ajudou-me muito a evoluir enquanto jogador. Tive também a sorte de ter acesso a ótimas instalações de treino, grandes treinadores e “coachs” mentais. Todos estes aspetos foram importantes para a minha evolução como jogador. Aproveito para dizer também que cresci muito enquanto pessoa. Aprendi a ser mais autónomo, a lidar com os meus problemas sozinho e a estar com pessoas com quem nem sempre me dava bem. A minha estadia em França foi uma grande aprendizagem.
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