
Investigadora da UA lidera missão na maior simulação espacial do mundo
A investigadora da unidade de investigação GeoBioTec da Universidade de Aveiro (UA), Slavka Carvalho Andrejkovičová, liderou a Missão Análoga em Monsaraz, integrada na World’s Biggest Analog (WBA), a maior missão espacial análoga do mundo. «Trata-se de uma simulação internacional que recria na Terra as condições científicas, operacionais e humanas de futuras missões à Lua e a Marte», escreve a instituição aveirense, em comunicado.
Segundo a universidade, a WBA reuniu 17 habitats análogos em cinco continentes e envolveu mais de 200 investigadores e astronautas análogos de 25 países, que, durante várias semanas, realizaram experiências científicas interdisciplinares e testaram tecnologias, procedimentos e estratégias operacionais relevantes para a exploração espacial. O objetivo passou por «avaliar a capacidade humana e tecnológica de cooperar e prosperar em ambientes extremos e isolados, estudando o trabalho em equipa, a coordenação multitarefa, a comunicação entre diferentes nacionalidades e línguas e a gestão do stress e do bem-estar psicológico em contextos de isolamento prolongado, semelhantes aos que serão enfrentados em missões espaciais reais», lê-se na nota de imprensa.
Foi na CAMões (“Caving Analog Mission: Ocean, Earth, Space exploration”), a primeira missão análoga em Portugal, liderada pela Associação Os Montanheiros e o INESCTEC, e que decorreu dentro de um tubo de lava, na Gruta de Natal, na Ilha Terceira (Açores), que a investigadora da UA se destacou como membro da equipa do suporte de missão. «Desta vez, a investigadora fez história ao liderar a representação portuguesa (…), com uma simulação dentro de um habitat e como “flight director” do Centro de Controlo de Missão», que decorreu entre 13 e 25 deste mês, no Observatório Lago-Alqueva, explica a UA.
A missão foi conceptualizada pela investigadora, em colaboração com Ana Pires, investigadora no INESCTEC, astronauta análoga e a primeira cientista-astronauta portuguesa. O projeto contou ainda com uma parceria celebrada entre a NATIXIS e o INESCTEC, que promove esta cooperação científica e institucional com a UA. «O controlo de missão é responsável por monitorizar o progresso da tripulação e o ambiente do habitat, coordenar as atividades científicas e logísticas, assegurar a comunicação entre equipas e apoiar a resolução de situações imprevistas, garantindo a segurança e o sucesso da missão», explica a instituição aveirense.
Na missão de Monsaraz participou, também, Rafael Rebelo, estudante de doutoramento do Departamento de Geociências, que desempenhou funções como membro da tripulação e integrou a equipa de cinco astronautas-análogos nacionais e internacionais, que permaneceu em isolamento durante o decorrer da missão e que simulou as condições de vida e operações em Marte.













