
Firmino Machado defende cultura de referenciação
João Firmino Machado, diretor da Unidade de Gestão, Planeamento, Inovação e Saúde das Populações do Centro Académico Clínico Egas Moniz Health Alliance, defende que Portugal precisa de reforçar a cultura de referenciação, essencial para ligar cuidados de saúde, investigação clínica e acesso à inovação.
A “cultura da referenciação” refere-se a uma mentalidade e prática generalizadas de referenciar adequadamente pacientes entre diferentes serviços de saúde para garantir continuidade de cuidados e acesso à inovação.
Em Portugal, existe uma «parca cultura de referenciação», o que indica que o processo não está totalmente enraizado, impactando a eficiência do sistema. Este problema abrange também a falta de uma maior articulação entre instituições e o uso de tecnologias de informação para centralizar e partilhar dados, que possam melhorar e aprimorar os serviços de saúde.
Em entrevista ao portal MyNeurologia, o responsável alertou para «uma parca cultura de referenciação que é responsabilidade de todos», sublinhando a importância de «mudar práticas e promover uma maior articulação entre instituições».
O também diretor do Mestrado Integrado em Medicina da Universidade de Aveiro destacou, ainda, um acordo de cooperação entre as ULS de Gaia -Espinho, Matosinhos, Entre Douro e Vouga e Região de Aveiro, que permite encaminhar diretamente utentes e facilita a integração em estudos clínicos.
Para Firmino Machado, é fundamental simplificar processos, reduzir barreiras administrativas e criar mecanismos de compensação financeira que tornem a referenciação mais ágil e eficaz.
«Trabalhar em equipa e em rede vai ajudar a tornar o ecossistema mais competitivo, o que será bom para o utente, para os centros de ensaio e para o país», afirmou.
O diretor sublinha, ainda, a necessidade de fortalecer os centros académicos e aprofundar as parcerias institucionais, promovendo um sistema de saúde mais colaborativo e eficiente.












