
A CINCA quer transformar desafios em progresso e fazer da qualidade uma forma de estar
A CINCA – Companhia Industrial de Cerâmica, sediada em Santa Maria da Feira, assinalou o seu 60.º aniversário no ano passado e, no próximo dia 31, pelas 18 horas, fará a apresentação da sua monografia institucional no Auditório Francisco de Assis, no Colégio Luso-Francês, no Porto. O programa inclui ainda uma mesa-redonda com a participação de convidados ligados à indústria e à investigação, que vão debater o tema “Revestimentos Cerâmicos em Portugal - o legado da CINCA e perspetivas futuras”. Em entrevista, o administrador da empresa, Miguel Balboa, fala-nos sobre este percurso, a monografia e o papel da CINCA no contexto empresarial português.
Diário de Aveiro: Quais foram os aspetos da história da empresa que mais o surpre-enderam ao longo do processo de elaboração da monografia institucional?
Miguel Balboa: Ao preparar a monografia, percebemos que não estávamos apenas a contar a história de uma empresa, mas a revisitar um capítulo essencial da história industrial do país. Ficámos impressionados com o legado que temos nas mãos - um percurso de visão estratégica e inovação, sustentado pela dedicação genuína à excelência e à construção de futuro. A CINCA é, de facto, um ícone industrial - não apenas pelo que produz, mas pelo que representa: a capacidade de transformar desafios em progresso e de fazer da qualidade uma forma de estar. O que mais me surpreendeu foi perceber que tantos destes princípios (com mais de 60 anos) continuam incrivelmente atuais. É como se o tempo apenas tivesse reforçado o valor deste legado, que nunca nos deixará de inspirar.
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