
Socialista receia os «aprendizes de feiticeiro» da gestão de Ribau Esteves
Quatro anos depois como vogal na assembleia municipal (de 2017 a 2021) e, no atual mandato, como vereador no executivo da Câmara de Aveiro, o socialista Fernando Nogueira, da oposição à maioria da coligação PSD-CDS-PPM, está insatisfeito com a relação mantida, particularmente, com o presidente da autarquia, o social-democrata Ribau Esteves.
«Não me habituei ao tratamento rasteiro, à desvalorização de quem está a falar, há um encarniçamento como forma de estar e falta de bondade e inteligência social nas decisões», diz Fernando Nogueira num curto balanço do mandato, a nove dias do fim.
Com a saída de cena de Ribau Esteves, o vereador está preocupado «com os aprendizes de feiticeiro que repetem» e há razões para ter «medo que o estilo seja instalado». Defende uma política «mais doce, moderada, com mais urbanidade», além do «perigo», acrescenta, de «pagar pelos maus serviços prestados à democracia». Critica o presidente por «entender que sabe por todos o que as pessoas precisam», o «sistema individualista» e uma «forma de estar na política com a força do poder e não a inteligência e informado».
Por isso, conclui que «a democracia devia respirar mais; tem estado amordaçada com a imposição da lei do mais forte».
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