
PJ está a investigar morte da vereadora da câmara de Vagos Susana Gravato
Susana Maria Ferreira Gravato, vereadora da Câmara Municipal de Vagos em final de funções, foi hoje encontrada em paragem cardiorrespiratória, na sua casa, em Vagos. O alerta foi dado esta tarde pelo seu marido, tendo, na sequência, sido mobilizados os bombeiros voluntários (BV) vaguenses e a equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Aveiro, bem como elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia Judiciária (PJ) - esta última, aliás, está a investigar as circunstâncias da morte. Contactado pelo Diário de Aveiro (DA), o comandante da corporação dos BV de Vagos adiantou que, «às 15.08 horas, fomos alertados pelo INEM para uma vítima em paragem cardiorrespiratória na Avenida do Parque de Campismo (em frente a uma unidade de restauração), na Gafanha da Boa-Hora». «Chegados ao local», descreveu José Santos, «deparámo-nos com o marido da vítima a fazer manobras de reanimação, que continuámos a fazer até à chegada da VMER, que declarou o óbito no local».
O nosso jornal está a tentar falar quer com a GNR, quer com a PJ, mas até ao momento não teve sucesso.
Susana Gravato nasceu a 8 de março de 1976, na freguesia de São Salvador (Ílhavo). Desde os 6 anos de idade que vivia na Gafanha da Vagueira, freguesia da Gafanha da Boa-Hora, concelho de Vagos. Licenciada em Direito, desde 2001, entre 2003 e 2005, fez o estágio de advocacia, atividade que exerce desde então.
Tinha o Curso de “Contraordenações”, administrado pela Ordem dos Advogados de Coimbra (2004); “Curso de Fiscalidade”, pela Ordem dos Advogados de Coimbra (2004); “Contratos e Registos”, pela Ordem dos Advogados de Coimbra (2004); “A nova lei do divórcio”, promovida pela Ordem dos Advogados de Coimbra (dezembro 2008); “O novo código de trabalho”, pela Ordem de Advogados da Figueira da Foz (fevereiro de 2009; “Atos notariais dos advogados”, pela Ordem dos Advogados de Coimbra (2009); “Acidentes de trabalho, segurança, proteção e reparação”, realizado no CES - Centro de Estudos Sociais de Coimbra (julho de 2009) e “Curso de Notariado”, administrado pela Ordem dos Advogados de Aveiro (fevereiro de 2010). Do seu currículo constavam várias ações de formação ligadas à sua área profissional.
Até hoje, exercia as funções de vereadora com os pelouros da Administração Geral, Ambiente, Proteção e Saúde Animal e Justiça (Reinserção Social, Violência Doméstica, Julgados da Paz e Apoio a Vítimas de Crime) e Coesão Social e Maioridade.
Em declarações ao DA, poucos minutos depois da triste notícia, o autarca vaguense João Paulo Sousa pouco conseguiu falar. Disse apenas que lamentava «profundamente» e que dirigia «as mais sentidas condolências à família».
Entretanto, o CDS – Partido Popular de Vagos já fez chegar à nossa redação, através de comunicado, «o seu mais profundo pesar pelo falecimento ocorrido de forma inesperada durante o dia de hoje». «Neste momento de dor e consternação», o CDS «endereça as mais sentidas condolências à família, aos amigos, aos colegas de executivo e a todos os vaguenses que com ela partilharam o serviço público e a dedicação ao nosso concelho». Acrescenta: «Susana Gravato exerceu as suas funções autárquicas com empenho, sentido de missão e respeito pela causa pública. A sua partida deixa um vazio profundo na vida política e comunitária de Vagos. A todo o executivo municipal, aos trabalhadores da câmara municipal, à sua família e amigos, expressamos o nosso solidário e respeitoso pesar».










