
Coligação acusa Alberto Souto de «ocultar» a totalidade da dívida que acumulou enquanto presidente
Foi em resposta à publicação que Alberto Souto fez no Facebook, na passada quinta-feira, intitulada “30 Perguntas e respostas sobre a dívida de há vinte anos”, que a direção da campanha Aliança com Aveiro avançou um comunicado em que respondia aos esclarecimentos feitos pelo candidato socialista e antigo presidente da câmara municipal.
«Alberto Souto tem vindo a tentar iludir os aveirenses que a totalidade da dívida deixada por si, em 2005, era de cerca de 162 milhões de euros. (...) Infelizmente, para os aveirenses, foi muito superior, cerca de 250 milhões de euros», escrevem os membros da coligação PSD/CDS-PP/PPM, acrescentando que «só de dívida a fornecedores, que foi deliberadamente ocultada, foram quase 50 milhões de euros».
Na publicação que fez, Alberto Souto afirmou não considerar que «endividou em excesso» a câmara, argumentando que a Lei das Finanças Locais era «outra» e que, no termo do seu mandato, a «capacidade legal de endividamento» da câmara estava «absorvida apenas a 37 por cento», consideração reprovada pela candidatura Aliança com Aveiro: «É preocupante ver que alguém que prejudicou, com a sua má gestão, o futuro do concelho de Aveiro para os seguintes 30 anos, continue a achar que nada fez de errado». Por sua vez, quando o candidato socialista sustentou que «nenhuma empresa foi à falência por atrasos nos pagamentos da câmara», a coligação PSD/CDS-PP/PPM acusa Alberto Souto de desconhecer as «consequências» da sua gestão e de não ter honrado os seus compromissos enquanto líder do executivo.
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