
Olga Roriz regressa a Aveiro com “O Salvado”
Amanhã, pelas 21.30 horas, a Sala Principal do Teatro Aveirense abre-se para receber a mais recente criação da coreógrafa e intérprete Olga Roriz. Sob o título “O Salvado”, este solo é o fruto de um percurso de maturação artística que se estendeu por seis residências realizadas ao longo de 2024, em diferentes palcos nacionais e até em Londres, regressando agora a Aveiro, sendo a cidade onde a semente deste projeto foi lançada e que assiste, enfim, à sua revelação plena.
«Em fevereiro de 2024 estive duas semanas no Teatro Aveirense, em residência artística. Foi o primeiro passo de um processo que só depois viria a ganhar forma. O espetáculo ainda nem sequer estava pensado», recordou Olga Roriz em entrevista ao Diário de Aveiro.
O que fica depois da tempestade?
“O Salvado” é particularmente especial para a criadora: trata-se do seu primeiro trabalho a solo em 12 anos. Apesar de já ter realizado vários solos ao longo da carreira, Olga Roriz sublinha que este espetáculo surge num momento de vida diferente. «O público vai poder encontrar-me a mim, como mulher de 70 anos, com 50 anos de carreira, mas não num trabalho de arquivo ou de memória. Não é contar histórias da minha vida. Tem a ver comigo agora, com o corpo e o tempo que carrego, com humor, e com coisas que talvez não sejam esperadas de mim», revela.
No palco, a dança mistura-se com teatro, texto e música. A artista chega mesmo a surpreender o público logo na abertura. «Toco guitarra elétrica no início, numa composição do Vítor Rua. É algo inesperado, que abre caminho para uma viagem pessoal, mas também universal», conta.
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