
Freguesia conta 65 anos e deseja crescer mais
A freguesia da Gafanha do Carmo, em Ílhavo, completou, ontem, 65 anos e o dia festivo começou com o encontro de autarcas da câmara, assembleia municipal e de freguesias do concelho à porta da sede da junta para içarem as bandeiras antes de reunirem no interior, onde as intervenções foram mais do que para dar os parabéns.
A freguesia é presidida por Luís Diamantino (PSD), que iniciou ontem as despedidas de três mandatos consecutivos, mas mostrou-se «disponível» para ajudar no que o seu sucessor precisar. Apontou, primeiro, para as coisas boas e a seguir referiu-se a outros aspetos. Mas começou por dizer que o próximo presidente da junta receberá uma autarquia «muito bem financeiramente e muito bem equipada», contando com a ajuda da câmara, liderada por João Campolargo (movimento independente Unir para Fazer), que também participou no encontro do aniversário, ontem de manhã.
A junta tem espaços em obras, já teve até uma requalificação exterior, assim como na capela do cemitério. João Campolargo, que se recandidata a um segundo mandato na presidência da autarquia, referiu-se a obras de saneamento como «planeado», fechando «um ciclo», recordando um período durante o qual foram colmatadas dificuldades, nomeadamente na educação, e assistiu-se, disse, a uma «transformação efetiva do espaço».
Mas Luís Diamantino apontou para «algumas areias na engrenagem» e fechou o discurso apelando a João Campolargo para que, «se ficar», ou seja, se for reeleito presidente da câmara nas próximas autárquicas, a 12 de outubro, «olhe pela Gafanha do Carmo».
A “areia” a que o autarca da freguesia se referiu dizia respeito ao ritmo da obra de saneamento. Decorre «não a bom ritmo», o que se verifica, precisamente na rua da sede da junta, com tampas metálicas sobreelevadas à espera de um novo piso, obrigando a um percurso na estrada aos zigue zagues.
A junta da Gafanha do Carmo evoluiu nos últimos anos, descreve o presidente. Do seu primeiro orçamento anual, que foi de 40 mil euros, passou, 12 anos depois, para os 160 mil euros. Quanto maior dimensão a junta tiver, isso eleva a capacidade de negociação, de delegação de competências, da câmara, na junta.
Um aspeto negativo é o facto de uma junta da sua dimensão «ter menos capacidade de gerar receita» em relação a outras, mas, ainda assim, tem contado com o apoio de outras freguesias do município e da câmara municipal. De qualquer forma, após três mandatos, «houve uma mudança muito grande e nada se compara com o passado», disse.












