
Candidato do PSD/CDS/PPM em Aveiro alerta que sem maioria município pode "congelar"
O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP/PPM à Câmara de Aveiro alertou hoje para o risco de o município ficar “ingovernável e congelado” nos próximos quatro anos, se não obtiverem uma maioria absoluta nas próximas eleições autárquicas.
“Em qualquer cenário que não seja a votação continuada no nosso projeto político, como tem sido até aqui, no mínimo traz dificuldades, no máximo traz o caos, a ingovernabilidade, e todos vão sofrer”, disse Luís Souto Miranda, durante uma conferência de imprensa para apresentar o programa eleitoral da sua candidatura.
O cabeça de lista da “Aliança com Aveiro” realçou os benefícios de haver uma ligação forte entre os diversos órgãos autárquicos e o Governo, adiantando que a primeira medida que tomará, caso venha a ser eleito, será marcar reuniões com o Governo para fazer avançar vários dossiers.
“Ter em sintonia uma junta de freguesia, uma câmara municipal e até o Governo, obviamente que as coisas andam mais facilmente. E nós temos uma ambição muito grande para o próximo mandato que passa, efetivamente, por negociações com o Governo”, disse.
O candidato refutou ainda as críticas que lhe têm sido feitas sobre a ausência de ideias para o município e justificou a apresentação do programa nesta altura, a um mês das eleições, por uma questão de estratégia, explicando que optou por ouvir primeiro as pessoas e auscultar os seus interesses, anseios e preocupações.
“Isto que está aqui não é um livro com as ideias do Luís Souto Miranda (…). Isto é um exercício de participação democrática em que toda a gente deu o seu contributo”, disse.
O programa eleitoral, dividido em 18 eixos de atuação, tem como prioridades a habitação, a economia, inovação e investimento e a mobilidade.
Na habitação, o candidato diz que “é chegada a altura de começar novamente a construir”, propondo a criação de uma estrutura dedicada para gerir o problema da habitação nas suas várias vertentes e a criação de uma bolsa de terrenos “que estão prontos a construir” com licenciamento pré-aprovado.
Na área da economia e inovação, o candidato propõe baixar os impostos, defendendo a devolução de 0,25% do IRS aos munícipes, uma medida que, segundo as suas contas, deverá representar uma perda de receitas para os cofres do município de cerca de 400 mil euros.
A criação de uma Agência Municipal de Investimento e Inovação com capacidade de captar o investimento e a qualificação das áreas de acolhimento empresarial são outras das medidas previstas.
Na mobilidade, o candidato propôs a realização de uma avaliação externa ao serviço de transportes públicos para reconhecer onde estão as disfuncionalidades da oferta de transportes.
“Eu quero transportes públicos ao serviço dos cidadãos. Não quero ver autocarros vazios. É uma coisa que me faz muita impressão, porque cada lugar vazio de um autocarro estamos todos a pagar. Portanto, é preciso fazer essa racionalização”, referiu.
Na mesma ocasião, foi anunciada a realização de encontros temáticos com a presença de diversas individualidades, nomeadamente com a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho (na segunda-feira), o eurodeputado do PSD Sebastião Bugalho (dia 18) e o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida (em data a definir).
Além de Luís Souto (PSD/CDS-PP/PPM), também concorrem às eleições autárquicas em Aveiro Alberto Souto (PS), Miguel Gomes (IL), Isabel Tavares (CDU), Bruno Fonseca (Livre), Diogo Machado (Chega), Paulo Alves (Nós, Cidadãos!), Ana Rita Moreira (PAN) e João Moniz (BE).
A Câmara de Aveiro é atualmente liderada pelo social-democrata José Ribau Esteves, que, no seu terceiro mandato, integra o executivo com outros cinco eleitos da coligação PSD/CDS-PP/PPM e ainda três vereadores da parceria PS/PAN.













