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Aprovada transformação de capela em cafetaria

A mudança na antiga Capela de S. Tomás de Aquino, na zona da Fonte Nova, em Aveiro, despertou poucas intervenções na assembleia municipal

Despertou pouco debate, na Assembleia Municipal de Avei­ro, a transformação da Capela de S. Tomás de Aqui­no, situada na zona da Fonte Nova, numa cafetaria. Além das intervenções favoráveis, do PSD e CDS, ao lançamento de um concurso para a concessão do espaço, aprovado por maioria, apenas três intervenções, do PAN, PS e BE colocaram questões sobre o tema. Para Pires da Rosa, do PS, se Ribau Esteves afirmou que a ca­pe­la podia servir para «arrumar as bebidas do bar, é isso que pre­ocupa». É que «(Ribau Esteves) foi paladino do “Aveiro 2024 Capital Europeia da Cultura» e a antiga capela «tem de ter nobreza evidente, tem de haver preservação histórica do que existia».
Ribau Esteves respondeu que foi um «exemplo extremo» quando afirmou que a antiga capela poderia servir para armazém de bebidas.
Entretanto, foi afastada a possibilidade do seu uso pela Igreja Católica, que «nunca teve nem queria ter nada a ver com aque­la peça urbana», segundo Ribau Esteves.
Apesar de não terem sido encontrados, no interior, elementos que a valorize, é intenção da câmara «garantir a valorização do espaço histórico».
Celme Tavares, do BE, criticou o uso do património público pelo turismo, quando poderia servir, designadamente, para a instalação da coleção de arte contemporânea que se encontra à guarda da câmara. «Pelo menos mantinha carácter público, mas é a exploração turística a ditar o futuro», disse Cel­me Tavares.
Sobre a ideia de receber peças de arte contemporânea, Ribau Esteves alegou que o espaço é insuficiente. A bloquista apontou ainda para maus exemplos de património público concessionado, como a Casa Major Pessoa e o Mercado do Peixe, mas Ribau Esteves respondeu com «bons exemplos de concessão», como os espaços de restauração no Cais da Fonte Nova, o Olaria, no Centro Cultural e de Congressos, e o Sal Club e Fornaria, no antigo matadouro, nas margens do Canal do Paraíso.
Pedro Rodrigues, do PAN, ain­da questionou se seria possível «utilizar a capela para recuperar a memória da tradição dos antigos trabalhadores cerâmicos», mas já existe um memorial nesse sentido nas imediações.

Período de carência de sete anos
O vencedor do concurso público da concessão, com prazo de 15 anos, para uso privativo da capela com instalação e exploração de um equipamento de cafetaria na envolvente, ficará com o encargo do pagamento de uma renda mensal, cujo valor base é de 1.000 euros, com um período de carência de sete anos.
O pagamento da primeira renda será em janeiro do oitavo ano da concessão, «considerando o investimento inicial necessário para as obras de recuperação e instalação do equipamento adequado à atividade, pelo concessionário, no valor de cerca de 260.000 euros», segundo as condições do concurso de concessão.
Nesta altura, a capela encontra-se «degradada e empareda­da», sendo que, segundo a au­tar­quia, «o projeto prevê a recuperação do pequeno templo de­dicado a São Tomás de A­quin­o e a implantação de uma cafeteria com esplanada e terraço panorâmico na Rua Padre Arménio Alves da Costa, pro­mo­vendo a valorização e fruição do espaço envolvente à capela».

Setembro 6, 2025 . 09:00

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