
Luís Souto Miranda ameaça fechar acesso do público à assembleia municipal
O presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Aveiro, Luís Souto Miranda, ameaçou, esta terça-feira, suspender os trabalhos e voltar a reunir «sem público». Contudo, isso não se verificou e os trabalhos continuaram depois da tentativa de uma intervenção do público, que o presidente da Mesa não permitiu continuar.
A cidadã que tentou usar da palavra, antes da entrada na agenda, pretendia ter o direito de o fazer, mas não conseguiu ser bem audível, dada a interrupção pelo presidente da Mesa, falando os dois em simultâneo.
A construção de um hotel de 12 andares, um edifício que o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso (PP Cais do Paraíso) permite, e que esta noite integra a ordem de trabalhos (Ponto 4), foi o que levou o público a preencher a totalidade dos lugares na sessão desta noite.
Antes, também do público, Armando Grave, candidato pelo Chega à assembleia municipal nas próximas autárquicas, usou da palavra, mas tinha feito um pedido à Mesa nesse sentido.
Pires da Rosa, da bancada do PS, apresentou um requerimento para que o ponto do PP Cais do Paraíso fosse adiado para novembro, «sem ambiente de campanha», mas a votação não foi favorável a esta proposta, conseguindo apenas os votos da esquerda, sendo que as bancadas da maioria votaram contra.
Armando Grave pediu esclarecimentos à câmara quanto ao negócio relativo à transação do terreno onde o hotel poderá ser construído no âmbito daquele Plano de Pormenor. Concretamente, a aquisição de um terreno por 2,5 milhões de euros e o surgimento da intenção da sua revenda, numa imobiliária, por 20 milhões de euros. «Esta diferença de valores tem de ter justificação», disse. Sobre a «opacidade do negócio», Ribau Esteves apenas disse que reuniu com um investidor «que passou a proprietário da parcela» e conversou «sobre o futuro urbano da parcela».
O Plano de Pormenor é o quarto ponto da agenda e a esta hora a assembleia ainda não o abordou.











