Última Hora
Pub

Aprovado Plano de Pormenor com hotel de 12 andares para o Cais do Paraíso

Reunião da Câmara Municipal de Aveiro disse “sim” - o PS votou contra - ao documento, com Ribau Esteves a negar que haja uma impacto negativo e «objetivo» na paisagem e a sublinhar que a Cércea não foi violada

A maioria PSD-CDS na Câmara Municipal de Aveiro garantiu a aprovação do Plano de Pormenor (PP) do Cais do Paraíso, apesar dos votos contra dos três vereadores do PS.

O documento seguirá para debate e votação na Assembleia Municipal e, caso seja aprovado, permitirá a edificação na zona de um hotel com 12 andares, que tem sido motivo da principal polémica relacionada com este processo

A falta de uma avaliação de impacto ambiental, em face da volumetria que essa edificação trará para o Cais do Paraíso, pelo facto da Cércea (o limite para a altura dos edifícios) mais comum no concelho andar nos seis andares, esteve na linha da frente dos argumentos de quem se opõe à entrada em vigor deste PP.

Refira-se que a reunião foi participada por aveirenses, na totalidade críticos do documento, entre os quais os candidatos à câmara Diogo Machado, do Chega, e Paulo Alves, do Nós Cidadãos.

«Uma avaliação sobre o impacto na paisagem tem um nível de subjetividade enorme», sublinhou Ribau Esteves, com nota de que poderia ser uma avaliação sobre «o impacto direto» do projetado hotel em termos - disse - «de impacto no ar, no ruído ou na biodiversidade». Garantiu que tal não se verifica neste projeto.

Quanto à Cércea, o presidente da câmara já tinha desmontado os argumentos oposicionistas, indo ao Plano Diretor Municipal revisto, o qual prevê exceções para os seis pisos, entre as quais a construção de edifícios turísticos.

Fernando Nogueira considerou que a realização do estudo de impacto ambiental não era obrigatória, mas considerou que deveria ter acontecido por uma questão de «bom senso».

Reafirmando argumento geral sobre o PP que permitirá a unidade hoteleira de 12 andares, o vereador eleito pelo PS considerou que, neste caso, «o interesse público ficou refém do interesse privado» do promotor turístico.

Para continuar a ler este artigo

Se ainda não é
nosso assinante:
Assine agora
Se já é nosso
assinante:
Inicie sessão
Agosto 28, 2025 . 08:00

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right