
Público e privado disputam território em S. Jacinto
Ribau Esteves parece dar a entender que não quer terminar o mandato na presidência da Câmara de Aveiro sem garantir a instalação de um aeródromo municipal em S. Jacinto, mas, para isso, tem de enfrentar a disputa do território com os interesses da indústria eólica e ter o apoio do Governo. A câmara quer promover um aeródromo civil, e está «contra» que seja instalada, no mesmo sítio, uma base em terra para as eólicas no mar. São dois projetos a disputar espaço atualmente ocupado pelo Regimento de Infantaria n.º 10 (RI10).
A autarquia quer um aeródromo para o turismo, empresas, a aviação ultraleve, investigação e estudantes, nomeadamente, da Engenharia Aeroespacial da Universidade de Aveiro (UA) e na defesa da tradição aeronáutica de Aveiro; enquanto o Porto de Aveiro quer expandir-se para aquele local para ter uma base para os investimentos privados das eólicas, argumentando que se não for em S. Jacinto será em portos espanhóis e assinalando que estão em causa mil empregos e um retorno anual até 375 milhões de euros.
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