
Mulher hospitalizada após suposta agressão do neto
«Não admito que entre em minha casa, naquilo que é meu, e faça aquilo que fez à avó». As palavras são de António Tavares e foram ditas de forma veemente, em jeito de alterta e também de desabafo, ao nosso jornal, ontem.
Este esgueirense, de 63 anos, residente nas imediações do Pavilhão Gimnodesportivo de Esgueira, no concelho de Aveiro, é o companheiro de uma mulher que, como o próprio relatou, «foi agredida, pelo menos, duas vezes, por um neto, na minha casa em Esgueira».
«Tudo se deve a partilhas»
A mais recente agressão terá acontecido na semana transata, na manhã do dia 22, e, tal como a outra (que terá ocorrido «há cerca de dois anos”), terminou com «a minha companheira a ser internada no Hospital [Infante D. Pedro]», afirmou, completando: «Ela, da primeira vez, apresentou queixa, mas, depois, não deu em nada, porque ela acabou por lhe perdoar».
De acordo com o que António Tavares também nos descreveu, «foi uma outra neta [irmã do suposto agressor] que deu com a avó caída no chão». «Ela ligou-me a contar o sucedido e eu quis, logo, chamar, a Polícia», acrescentou, fazendo questão de deixar bem claro que «tudo se deve a partilhas» e a uma casa em particular, que é da companheira.
Segundo António Tavares, Ana (nome fictício), de 76 anos, «é de Cacia, onde tem uma casa», mas está a viver com ele em Esgueira, «há quatro anos». «Na tal casa de Cacia», afirmou, «está o neto [que alegadamente a agrediu] a viver, juntamente com a companheira e os dois filhos, e que não trabalha».
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