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Edifício de papelão já ganha forma com voluntários

Não serão demais as mãos necessárias para construir a réplica da Fábrica Jerónimo Pereira Campos

 

Ainda não chegou a Portugal, mas a equipa de Olivier Grossetête já está a trabalhar em Aveiro e o número de voluntários cresce a cada dia. Os trabalhos visam a montagem da instalação “Monumental Constructions: Fábrica da Comunidade”, uma peça realizada com a ajuda de toda a comunidade para criar uma réplica de grande escala da Fábrica Jerónimo Pereira Campos, com centenas de caixas de cartão, milhares de metros de fita-cola e toneladas de voluntariado e boa-vontade.
Quem se quiser juntar a esta proposta inserida no Festival dos Canais, basta aparecer na Escola da Glória nas seguintes datas: hoje, entre as 9.30 e as 13 horas e das 14.30 às 18 horas. No mesmo local e à mesma hora, os trabalhos serão retomados dias 14, 15 e 16.
Performance
coletiva
No dia 17, entre as 9.30 e as 20 horas (com pausa para o almoço) o encontro acontece na Praça Marquês de Pombal, onde acontece a construção do edifício, orientada por Olivier e aberta a todos. Prevê-se que sejam necessárias 150 pessoas para erigir a réplica da Fábrica J. P. Campos, onde se vai manter até ao último dia do Festival, o momento escolhido para a sua demolição, também com a colaboração do público.
A Fábrica da Comunidade é um projeto colaborativo que apela à energia de todos para criar uma instalação de grande escala em cartão e um convite à população para a construir em conjunto, numa performance coletiva, sem gruas nem máquinas, apenas com a energia humana.
Por outro lado, é uma reflexão sobre a arquitetura e, enquanto projeto social, oferece ao público a oportunidade de se reunir para construir um edifício efémero e viver um acontecimento artístico em que todos encontram o seu lugar.
Olivier Grossetête nasceu em Paris, em 1973, e atualmente reside no sul da França, em Marselha. Foi no quarto ano da Escola de Belas Artes de Valença que decidiu afastar-se dos espaços confinados das galerias e passou a desenvolver a sua arte em espaços abertos, públicos, recorrendo a caixas de várias dimensões, justapondo e ressignificando poeticamente materiais vulgares. Desde 2003 que Olivier Grossetête tem dinamizado este projeto por vários países europeus, mas também México, Sri Lanka, Taiwan, China, Marrocos, Austrália, Tailândia, Estados Unidos, Colômbia e Brasil.
As inscrições para os workhops de preparação dos módulos feitos de caixas podem ser feitas para: [email protected].

Julho 12, 2025 . 08:45

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