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Câmara ao lado do Governo para incineradora resíduos domésticos

O presidente da Câmara de Aveiro apoia o plano do Governo para incinerar resíduos, no lugar da sua deposição no aterro de Eirol. O ministério disse que o processo está a avançar

O presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, reforçou ontem o apoio à queima dos resíduos domésticos numa incineradora a instalar, provavelmente, em Tondela, permitindo a selagem definitiva do aterro em Eirol.

Durante a reunião do Executivo da Câmara, ontem à tarde, questionado sobre o assunto pelo vereador da oposição Rui Soares Carneiro, eleito pelo PS, Ribau Esteves disse que a Ministra do Ambiente e o secretário de Estado do Ambiente lhe transmitiram que o plano «é para ser relançado partindo daquela base», ou seja, passando a incinerar os resíduos da região centro do país, tal como já acontece nas regiões do Porto e Lisboa. «A incineração é o destino que queremos dar», disse Ribau Esteves, à “fração resto”, a que fica, retirando os materiais recicláveis. O autarca valorizou o facto da incineração possibilitar a produção de energia elétrica que, «às vezes já cobre os custos».

A incineração «acaba com o aterro» sendo que o método de queima a instalar «cumpre todas as condições ambientais, relativas a emissões de gases com efeito de estufa».

Outra incineradora será instalada no Algarve, no âmbito de um plano que conta com «a concordância, empenho e a pressão» da Câmara que não pretende «prolongar a vida do aterro», apesar do plano da ERSUC para a ampliação das instalações de Eirol. Mas, «prolongando, e, para dar tempo para a construção da incineradora, Ribau Esteves chama a atenção para o cumprimento de várias contrapartidas como a construção do eixo viário Aveiro-Águeda e a ligação entre a EN-230 e «a porta de entrada da Unidade de Tratamento Mecânico-Biológico», de Eirol.

Quanto ao financiamento de um plano nacional, que inclui a unidade do Algarve, é uma questão anda por esclarecer, o que pode atingir o 2,4 mil milhões de euros, um «número “pesado”» para o qual é preciso encontrar fontes, que Ribau Esteves sugere que seja nos sectores público ou privado ou com «modelos diferenciados». Este é um assunto do qual espera que tenha «desenvolvimentos nos tempos próximos», disse.

Obras no Museu

ficam mais caras

Comparando com o primeiro concurso lançado para a obra de requalificação do Museu de Aveiro, o segundo, cujo lançamento foi aprovado ontem em reunião de Câmara, o valor-base aumenta em cerca de 700 mil euros passando para 5,6 milhões de euros. Trata-se de uma subida para «aumentar as probabilidades de serem mais as empresas a apresentarem-se a concurso», disse o presidente da Câmara, Ribau Esteves na reunião do executivo. Segundo a Câmara, o concurso anterior «não teve seguimento, uma vez que a única proposta apresentada, não cumpria os preceitos legais para ser considerada válida. Neste sentido, a autarquia solicitou ao projetista uma nova revisão dos custos da intervenção».

É a segunda tentativa para conseguir um empreiteiro para a obra, que não muda no que respeita ao prazo de execução, mantendo-se nos 540 dias, assim como o projeto se mantém.

Trata-se de uma intervenção «premente», já que o plano inicial de obras, levado a cabo entre 2006 e 2008, por parte da Direção Regional de Cultura do Centro, «só concluiu a primeira fase».

A empreitada incidirá na qualificação da Zona Histórica, da Igreja e do Antigo Claustro, incidindo muito em especial na correção de múltiplas patologias já identificadas desde a última intervenção, há 16 anos, nomeadamente de entrada de água e humidade pelas coberturas e paredes, melhorando de forma muito relevante as condições de eficiência energética do edifício». A intervenção deverá criar «condições de base para posteriores intervenções, nomeadamente de restauro da talha dourada da Igreja de Jesus».

Interessados no Museu de Cerâmica

Nesta conjuntura de dificuldade em conseguir empreiteiros para todas as obras que são lançadas, Ribau Esteves referiu-se ao processo do concurso da obra de remodelação do antigo edifício da Biblioteca Municipal de Aveiro, com vista à instalação do futuro Museu de Arte Cerâmica Contemporânea, este com um valor base da intervenção de 4, 8 milhões de euros e um prazo de execução da empreitada previsto de 540 dias.

No âmbito deste segundo concurso para a obra, no edifício da Praça Jaime Magalhães Lima, o autarca disse que é um bom sinal duas empresas terem mostrado interesse, concretamente para uma visita ao local.

Julho 11, 2025 . 08:45

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