
Fábrica celebra aniversário com novos espaços e mais sonhos
A Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro celebrou, esta sexta-feira, o seu 21.º aniversário, assinalando mais de duas décadas de intensa atividade na promoção da cultura científica e tecnológica.
Alcançando o que poderíamos chamar de uma “maioridade alargada”, esta instituição da Universidade de Aveiro (UA), nascida da paixão e da visão de aproximar os jovens da ciência e da investigação, tem como missão inspirá-los a seguir o ensino superior, promovendo a formação de novos profissionais e futuros líderes nas áreas que escolherem abraçar.
Inovação e novos espaços ainda a chegar
Com as portas abertas à comunidade a partir das 17 horas, ontem, o espaço encheu-se de visitantes de todas as idades, atraídos por um programa variado que incluía experiências interativas, exposições, “workshops”, insufláveis e muita ciência prática. Uma hora depois, foi inaugurada a exposição “Feito de Ciência: Os Materiais do Nosso Futuro”, concebida pelo CICECO - Instituto de Materiais de Aveiro, seguindo-se a abertura oficial do novo STEAM LAB, um espaço inovador equipado com tecnologia de ponta que promete revolucionar a abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) junto das escolas, mas também da comunidade.
O momento mais institucional aconteceu às 19 horas, com uma sessão especial que contou com a presença de várias personalidades ligadas à ciência, à universidade e à cidade de Aveiro. No seu discurso, Paulo Jorge Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro, relembrou o percurso da Fábrica, destacando o papel da antiga reitora Helena Nazaré na criação do centro, e sublinhou a importância da sua missão atual. «Hoje é ainda mais importante cativar os jovens para a ciência, porque temos menos jovens. E quando se tem menos talentos, é ainda mais grave desperdiçar algum», defendeu.
O reitor sublinhou a interligação entre ciência, formação e inovação, apontando o exemplo da Nokia, que ali instalou um laboratório no início dos anos 2000, como semente para a ligação entre a universidade e o tecido empresarial. «Portugal cria talento com facilidade, mas ainda tem dificuldades em transformar esse conhecimento em inovação. O Parque de Ciência e Inovação, o CICECO e esta Fábrica são instrumentos fundamentais para acelerar essa transformação», declarou.
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