
Estação Náutica de Estarreja quer uma ria mais navegável
A Estação Náutica de Estarreja (ENE) viu renovada, pelo Fórum Oceano, até 28 de outubro de 2027, a certificação como Estação Náutica de Portugal e Isabel Simões Pinto, vereadora da Câmara de Estarreja, que a coordena, salientou que, após cinco anos de atividade, continuará «a mostrar que é possível incrementar o turismo e os desportos náuticos». Sublinhou, porém, «o desafio» que constitui a necessidade de aumentar «a navegabilidade da Ria de Aveiro», com nota de que as «entidades competentes» vão «ser pressionadas» nesse sentido.
“Produto Turístico Integrado”, a ENE agrega os recursos existentes e relevantes para a atração de turistas e envolve as componentes de valorização do património natural e cultural, assim como do ambiente e da sustentabilidade ambiental.
Conta com mais de 50 parceiros, nomeadamente associações culturais e desportivas, empresas de animação turística, alojamentos locais e a Universidade de Aveiro, entre outros.
Coordenadora da Rede de Estações Náuticas, Gisela Sousa explicou que a renovação da certificação baseou-se no relatório apresentado, com a atividade de cinco anos, e num formulário de candidatura com os planos para os próximos três.
Na cerimónia realizada no Centro de Interpretação da Construção Naval, instalado na Ribeira da Aldeia, em Pardilhó, Isabel Simões Pinto destacou, na ENE, «a valorização das tradições e da cultura ligadas à ria, assim como o reativar do ensino da carpintaria naval. Também o turismo escolar náutico e o desporto náutico adaptado, que tem dado «experiências náuticas» a jovens portadores de deficiência. «Para o futuro, queremos contagiar outras estações», perspetivou a autarca, com convite para que os exemplos estarrejense e da região de Aveiro sejam replicados no país.
Nota para a “tomada de posse” da canoísta de Pardilhó Maria Rei - cujo palmarés ostenta títulos nacionais e internacionais - como madrinha da ENE. A atleta proclamou um «orgulho enorme» na missão que aceitou para «dar rosto e voz» aos muitos predicados da ENE. Cresceu naquelas «margens» e não esqueceu o incentivo recebido das gentes de Pardilhó. «Podemos lutar pelos nossos sonhos mesmo tendo origens humildes», realçou, dizendo que o avô a levou, aos 7 anos, para a Associação Saavedra Guedes.










