
Aveiro recebe encontro de escolas que trabalham com a Fundação Vox Populi
Depois de Vila Real, no ano passado, segue-se Aveiro. É já amanhã que, a partir das 10 horas, o Centro de Congressos (CC) abre portas ao encontro de final de ano letivo das escolas que, ao longo de 2024/2025, trabalharam num ou mais projetos d’ “A Pesquisa que Ensina - NEPSO e Rato de Biblioteca” da Fundação Vox Populi - instituição sem fins lucrativos e de utilidade pública criada em 2008 «com o propósito de promover o uso pedagógico dos estudos baseados em investigação» junto dos mais novos.
Duas escolas são do distrito
Ao todo, foram 14 as escolas, de Braga, Guimarães, Caldas das Taipas, Ponte de Lima, Vila Real, Paredes, Ovar, Aveiro, Peniche, Loures, Vendas Novas, Lavre e Cabo Verde. E, no caso dos estabelecimentos de ensino do distrito aveirense, foram, especificamente, a Escola Básica (EB) da Alumieira [Agrupamento de Escolas (AE) de Esgueira] e a EB da Regedoura (AE Ovar Sul). A primeira, envolvendo 83 alunos e quatro professores do pré-escolar e do 1.º ciclo, desenvolveu o projeto “Hábitos de vida saudável”. Já a segunda trabalhou o tema “Ovar e a magia do azulejo”, juntando 197 alunos e 18 professores também do pré-escolar e 1.º ciclo.
Feitas as contas, segundo nos adiantou Paula Queirós, da Fundação Vox Populi, são cerca de 700 pessoas, entre alunos (com idades compreendidas entre os 3 e os 18 anos) e professores, que vão subir ao palco do grande auditório do CC, no âmbito de mais um Encontro Nacional de Escolas “A Pesquisa que Ensina”, promovido pela fundação, desta feita em parceria com o AE de Esgueira.
Este ano, de acordo com a responsável, «todos os grupos vão apresentar um teatro baseado num facto verídico da nossa História, conhecido por muito poucos: a vinda de um rinoceronte da Índia para Portugal, oferta do Sultão ao Rei D. Manuel I». «Cada grupo pegou em parte desta história e incorporou o tema que trabalhou connosco ao longo deste ano, construindo uma peça de teatro, que irá apresentar em Aveiro», afirmou, acrescentando: «Este dia é o momento de partilha entre grupos de alunos e professores que trabalharam o ano inteiro nas suas escolas».
A escolha de Aveiro para receber este evento anual da Fundação Vox Populi não foi por acaso. «Escolhemos a cidade, porque, primeiro, há uma escola de Aveiro a trabalhar connosco. Depois, porque tem um auditório disponível para nos receber com um número de lugares suficiente para todos», explicou Paula Queirós, ao nosso jornal, fazendo questão de sublinhar que «tudo isto é possível, porque houve e há uma grande ajuda e colaboração da diretora do Agrupamento de Escolas de Esgueira, professora Teresa Pires, a quem muito agradecemos todo o carinho e atenção que dedicou a este momento tão importante e mágico para todos os que se juntam para festejar a concretização destes trabalhos de investigação realizados nas escolas».
Instituída mediante escritura pública há 17 anos, com um fundo inicial de um milhão de euros, a Fundação Vox Populi «nasceu da consciência do seu fundador de que os estudos de opinião são um instrumento essencial para a investigação social, com elevado valor pedagógico e, como tal, podem contribuir para melhorar o sistema educativo e as políticas de desenvolvimento». No entender de Luís Teixeira Queirós, «nos tempos de hoje, uma sociedade que não se conhece não pode desenvolver-se, nem evoluir de forma justa e sustentada!».
Prosseguindo fins de carácter educacional, académico e de cidadania e responsabilidade social no domínio do aprender a aprender e a descobrir através da investigação, a Fundação Vox Populi tem afirmado a sua vocação sobretudo na área educacional. Ao longo dos anos, tem vindo a levar a cabo e a apoiar diversos projetos que, na sua grande maioria, se centram na educação - “NEPSO”, “Rato de Biblioteca” e “Flags”. Intervém, também, na área da sustentabilidade, apoiando projetos específicos e promovendo a recuperação de artes manuais.












