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«Águeda está diferente, é conhecida, reconhecida e muito procurada»

Prestes a terminar o segundo mandato, o autarca Jorge Almeida fala, em entrevista, «num período especial, com grandes conquistas e com a afirmação de Águeda nos contextos nacional e internacional», ao qual quer dar continuidade

Diário de Aveiro: Está a caminhar a passos largos pa­ra o final do segundo manda­to e acaba de anunciar a sua recandidatura, novamen­te, pela coligação Juntos Por Águeda (apoiada pelo PSD/MPT). Que balanço faz do trabalho que desenvolveu até então?  

Jorge Almeida: O balanço é francamente positivo. Temos, ao longo deste mandato e no se­guimento do que também fizemos no anterior, colocado uma dinâmica muito intensa de trabalho, nas várias áreas de atuação do município, que é bem visível. Estamos com o­bras em todo o concelho, em to­das as freguesias, como nun­ca antes, seja na pavimentação e requalificação viária, seja nos equipamentos e infraestruturas. Esta dinâmica é, igualmente, visível nas apostas estratégicas e continuadas na área ambiental, na educação, na saúde, na gestão de recursos, na captação de investimento, na cativação de fundos europeus e na isenção fiscal com impacto direto nas famílias que residem no conce­lho. E tudo isto com boas contas no final de cada ano. Estamos a viver um dos momentos de mai­or expressão de Águe­da, tan­to nacional como internacionalmente. Temos conquista­do o respeito, a consideração e o reconhecimento, tanto dos nossos pares como pelas mais diversas organizações internacionais, que reconhecem o trabalho que temos feito, o posi­cio­namento estratégico nas nos­sas políticas e, acima de tu­do, nas nossas ações diárias, e co­mo podemos influenciar o mun­do à nossa volta. Sabemos e sentimos que Águeda está diferente, é conhecida, reconhecida e muito procurada. Só um olhar distraído não vê a dinâmi­ca do concelho, nomeadamen­te do nosso comércio, competitivo e com muita atividade. Águeda é uma cidade média que tem um movimento de ci­da­de grande, com um dinamis­mo turístico que até é caso de estudo pelo seu sucesso e capacidade de atração. Uma procura cada vez maior e sustentada que mobiliza e dinamiza o concelho. Por tudo isto, e de uma forma muito sucinta, o balanço só pode ser francamente positivo.

Pode dizer-se que há um município de Águeda antes e outro depois de Jorge Almeida à frente da câmara?

Lidero um projeto autárquico com uma equipa fantástica, que me tem acompanhado e com quem tem sido um privilégio trabalhar. Desenvolvemos, juntos, porque ninguém faz nada sozinho, um trabalho sério e rigoroso e acredito na nossa capacidade de o continuar a fazer. Agora, as pessoas passam e as instituições ficam. As gentes de Águeda distinguem-se pela sua alma empre­endedora e pela sua criatividade contagiante. De geração em geração, têm sabido reinventar-se, seja na indústria, no comércio ou na tecnologia. Num território onde a tradição anda de mãos dadas com a inovação, é o espírito das pessoas que faz a diferença: resilientes, visionárias e sempre prontas a transformar ideias em ação. De facto, vivemos um período especial, com grandes conquistas e com a afirmação de Águeda nos contextos nacional e internacional que, naturalmente, me orgulha e sei que enche de orgulho os aguedenses.

Quais foram as suas principais conquistas? E “frustrações”?

Implementámos um conjunto de ações e tornámo-nos uma câ­mara altamente ativa, em pra­ticamente todas as áreas, amplamente reconhecida pelo seu trabalho de proximidade e pela inovação que coloca nas suas ações. Mais do que esses reconhecimentos públicos, temos trabalhado intensamente na eficiência do serviço que prestamos e temos conseguido, precisamente com as nossas políticas, com o nosso trabalho e execução, contribuído para a coesão e harmonia territorial. Temos um olhar interessado e constante nas nossas freguesias, tratando o concelho de uma forma abrangente, equitativa e harmoniosa. Uma das conquistas é também o trabalho de parceria, de diálogo e de concertação com as freguesias. Somos dos municípios que mais verbas transfere para as freguesias, ao abrigo de apoio ou delegação de competências - este ano com mais de 2,6 milhões de euros -, o que proporciona uma cada vez maior dignificação dos serviços que são prestados e uma maior capacitação das nossas freguesias.
As “frustrações” são as que subsistem a quem sonha, é perseverante e quer sempre fazer muito e mais. O tempo é escas­so e são muitas as burocracias que enfrentamos, de pessoas e entidades, com muitas dificuldades que nos colocam no caminho, que usam o “não” como desculpa para a burocracia e para a falta de compromisso. É preciso perseverança, resiliência e capacidade de enfrentar os desafios.
Ao longo do tempo, fui-me tornando especialista a lutar contra os “nãos”, porque desistir é um verbo que não está no meu vocabulário.

Há quem diga que «trouxe pa­ra a política uma abordagem humanista e próxima das pessoas». Concorda?

Eu vim para a política tal como sou. A política só faz sentido quando está ao serviço das pessoas. Cada decisão, cada projeto e cada medida precisa refletir as necessidades reais da população. Resolver problemas concretos, como o acesso à saúde, à educação de qualidade, ou a oportunidades de emprego, é o que transforma a política em ação verdadeira. É ouvindo, dialogando e atuando com responsabilidade que construímos soluções duradouras. Foi isso, essa visão humanista, de proteger o próximo, de estar atento e cuidar, agir para bem dos outros, tratando todos por igual, que me motivou em aceitar entrar para a vida política, mesmo que isso signifique esquecer-me de mim. A minha primeira e essencial preocupação são os outros, o que precisam e como posso contribuir para os ajudar. Política com propósito é uma política que muda vidas e tem impacto real nas pessoas.

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Junho 9, 2025 . 08:00

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