
«Nunca como hoje houve tantas substâncias disponíveis»
João Goulão, presidente do Instituto para os Comportamentos Adictivos e as Dependências (ICAD), disse ontem em Aveiro que «nunca como hoje houve tantas substâncias disponíveis». «Tivemos uma verdadeira epidemia relacionada com o uso de heroína, que foi a droga dominante durante duas décadas, pelo menos. Tem vindo a perder importância mas perfilam-se outras substâncias igualmente importantes, com impacto enorme na vida das pessoas», afirmou no evento que assinalou os 30 anos do Centro de Respostas Integradas de Aveiro. Exemplos são a cocaína ou a canábis. Esta última tem um nível da potência psicoactiva superior ao passado e é hoje em dia «a que motiva o maior número de pedidos de ajuda».
Uma das preocupações, acrescentou, é a «infinidade de novas substâncias», com misturas «muitas vezes de alto risco» e cuja administração tem efeitos «imprevisíveis». O álcool continua a ser uma das substâncias com «maior impacto» em Portugal, disse ainda.
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