
Aveiro recebe rastreio gratuito de obesidade
O Mercado Manuel Firmino recebe, este sábado, um rastreio nacional à saúde dos portugueses, com destaque para a doença que se tornou uma das epidemias do século XXI, a obesidade. Organizado pela Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), Sociedade Portuguesa de Cirurgia da Obesidade e Doenças Metabólicas (SPCO), Associação Portuguesa de Pessoas que vivem com Obesidade (ADEXO) e a Lilly Portugal, este evento tem como objetivo motivar o diagnóstico da doença, garantindo que as pessoas afetadas procurem ajuda médica.
Sob o mote “O corpo pode resistir à perda de peso”, a campanha de sensibilização que, em 2024, foi
divulgada a partir de mupis nas cidades do Porto e Lisboa, e no início deste ano, na televisão e rádio, chega agora presencialmente a todos os portugueses que pretendam conhecer o estado da sua saúde a partir de dados como o Índice de Massa Corporal (IMC), peso e outros fatores monitorizados por um endocrinologista e um enfermeiro, que estarão disponíveis numa unidade móvel.
Ao longo de mais de um mês, nos fins de semana entre os dias 23 deste mês e 29 de junho, este roteiro nacional vai marcar presença no centro de cidades como Vila Nova de Gaia, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria, Castelo Branco, Évora, Faro, Almada e Lisboa (mais especificamente no Parque das Nações e em Belém), garantindo cobertura de norte a sul do país, das 10 às 18 horas. Segundo José Silva Nunes, presidente da SPEO, «raramente são realizados e disponibilizados rastreios à obesidade para a população, o que comprova exatamente a desvalorização desta doença face a outras doenças como o colesterol elevado ou a hipertensão, por exemplo».
Nesta sequência, Carlos Oliveira, presidente da ADEXO, reforça que «este rastreio não é apenas para aqueles que não reconhecem que têm obesidade ou excesso de peso. É um rastreio à saúde e é uma oportunidade para todos», nomeadamente «para os que vivem com obesidade ou excesso de peso, para os que nunca procuraram um diagnóstico, para os que há anos tentam combater esta doença e não conseguem perder peso, para os que não sabem qual é o próximo passo, e também para aqueles que não sofrendo desta doença, conhecem quem sofra e gostavam de ajudar e saber aconselhar», rematou.
À linha do pensamento de Paula Freitas, presidente da SPEDM, «o corpo pode efetivamente resistir à perda de peso. Na maioria dos casos é uma situação hereditária e biológica. E queremos que as pessoas que sofrem com esta doença tenham o acompanhamento multidisciplinar necessário, seja do médico de família, endocrinologista, psicólogo, nutricionista ou até cirurgião, se necessário». Para tornar isto possível, John Preto, presidente da SPCO, acredita que «a promoção nacional do rastreio da obesidade é essencial para identificar precocemente a doença, destacar que a obesidade possui tratamentos eficazes e reforçar o combate ao estigma associado, proporcionando aos pacientes o apoio e os cuidados que merecem», complementou.












