
«Estou à procura de tudo e à procura de nada»
A Automobilia é descrita como “a mais antiga e icónica feira de Portugal dedicada ao colecionismo da temática dos transportes rodoviários e não só” e este “não só” está ali por uma razão. O certame ocupa os dois enormes pavilhões do Parque de Exposições da cidade e, como uma embalagem incapaz de conter todo o seu conteúdo, transborda para outros espaços do recinto, como o átrio de entrada e o terreno nas traseiras onde no tempo da Feira de Março os visitantes comem farturas e pão com chouriço. Não faltam, percorrendo todo este imenso território, carros, motorizadas e bicicletas e milhares de peças e acessório, de tamanhos e feitos que desafiam a imaginação e com nomes inimagináveis para os leigos. Pinhões? Galgas de bujias? Seletores? Mas a Automobilia é mais do que isso. É uma espécie de feira da ladra onde cabem jukebox, máquinas de flippers, óculos, relógios, discos de vinil de Elvis Presley e Queen, azulejos com a inscrição “cuidado com o cão”. O “não só” é isto e muito mais.
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