
Amam a cultura local e cantam-na há 19 anos
Fundado por Gonçalo Lé, em maio de 2006, o Cantares da Ria - Grupo Cénico de Aveiro, celebra, este sábado, mais um aniversário, com um evento aberto à cidade e a todas as pessoas que gostam de música tradicional portuguesa.
Para assinalar o dia, o grupo promove uma gala musical no Salão Nobre dos Galitos, localizado na Praça Joaquim de Melo Freitas, em Aveiro, com início marcado para as 21 horas, com a receção a todos os grupos participantes e entidades convidadas. Meia hora depois começa a parte musical do programa, com a atuação do grupo Flor de Sal, de música tradicional portuguesa, em representação do Grupo Cultural e Recreativo da Taipa. Segue-se a atuação do Rancho Folclórico de Lordelo do Ouro, do Porto, e, por fim, sobe ao palco o Cantares da Ria - Grupo Cénico de Aveiro, com o seu repertório de música tradicional da região de Aveiro, que representa muitas das suas características através da música, letras, trajes e acessórios. No final das apresentações, segue-se um jantar convívio com todos os participantes e convidados.
Grupo etnográfico
dos 4 aos 80 anos
De acordo com Lúcia Moreira, presidente da direção do grupo e elemento integrante do Cantares da Ria, «neste momento somos 25 elementos, entre cantores e músicos», acrescentando que o mais novo tem 4 anos, enquanto que o mais “experiente” já passou os 80.
Nas suas palavras, a melhor forma de definir este projeto é referir-se a «um grupo de pessoas que vive intensamente a sua cidade, a sua região, na defesa dos mais ancestrais valores culturais». Partilham com o público toda essa riqueza através dos trajes, preparados com o maior rigor possível, e das músicas de Aveiro, reveladoras do muito que compõe a riqueza da cultura local.
Esta responsável acrescentou ainda que o repertório musical “canta” muitos dos elementos identitários da região, como a Ria de Aveiro, as praias e a cultura popular das suas gentes. A região de Aveiro tem sido o seu palco principal, mas também já atuaram noutras zonas do país e até na vizinha Espanha.
Estabilidade financeira,
um desafio
Estão sediados, provisoriamente, na Rua de Castela n.º 75, em São Bernardo (Aveiro), «até conseguirmos outro local mais adequado aos nossos ensaios e para guardar de forma correta todo o guarda-roupa» que ao longo destes anos o grupo foi juntando. Uma das maiores dificuldades reconhecidas por Lúcia Moreira prende-se com a logística das saídas do grupo para as atuações. «Quando não há disponibilidade por parte da Câmara Municipal de Aveiro para nos ceder autocarro, todo o valor do transporte recai sobre o nosso orçamento, além da alimentação dos elementos e pagamento à orquestra» que os acompanha. A estas despesas, somam-se, ainda, todos os gastos com a preparação dos trajes, que são uma componente fundamental de um grupo que se afirma pela fidelidade à cultura que representa.











