
Uma manhã a alertar para os riscos da hipertensão
Ontem, o movimento dos clientes habituais do Mercado Manuel Firmino era interrompido por caras simpáticas a distribuírem panfletos e a convidarem para um rastreio rápido. «Venha, não demora e pode fazer a diferença na sua vida», dizia uma das colaboradoras do grupo de reabilitação cardíaca da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro (ULRSA).
De sacos nas mãos, alguns já atestados de favas e couves, as pessoas lá iam parando a aceitando o convite para participar no programa que quis assinalar o Dia Mundial da Hipertensão Arterial, na Praça do Mercado Manuel Firmino. «Ir ao mercado e comprar legumes para a semana já é um bom sinal», admitia ao Diário de Aveiro Lurdes Marques Pires, residente no Bairro da Beira-Mar e fã dos legumes frescos e do peixe da costa. Aceitou medir a tensão e poucos minutos depois veio a leitura: 140/95, «muito boa para a sua idade», admitia a técnica voluntária. Nada que apanhasse a septuagenária de surpresa porque «fui operada no ano passado e estou muito vigiada pelos médicos», mas, alertou, «também faço por isso. Como de forma saudável, com pouco sal e faço caminhadas». Uma “fórmula” que podia fazer, de facto, a diferença na vida de muitas pessoas.
Informar nunca é demais
Este dia foi assinalado com o apoio da autarquia aveirense, em parceria com o Programa Municipal SAUD’Aveiro – Saúde na Praça, além de outras entidades, e apostou em avaliações e auto-medições de tensão arterial, com orientações para boas práticas.
O grupo de reabilitação cardíaca da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro (ULRSA) aproveitou o momento para realizar a habitual caminhada anual. Vertidos com a mesma camisola vermelha, andaram pelas ruas da cidade a dar o exemplo e a alertar para a importância dos rastreios, da vigilância da saúde e da adoção de hábitos de vida saudáveis.
O evento decorreu durante a manhã, entre as 9 e as 13 horas, mas foram muitos os que defenderam que devia acontecer mais vezes. Lembrar nunca é demais, especialmente tratando-se da prevenção das doenças cardiovasculares, nomeadamente a hipertensão arterial, uma condição que afeta milhões de portugueses, muitas vezes sem que tenham consciência disso.
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