
Arruada do Chega "enfrenta" grupo de etnia cigana
A arruada do Chega, esta quarta-feira de manhã em Aveiro, terminou no final da Av. Lourenço Peixinho, depois de arrancar da estação, ao terceiro dia da campanha para as legislativas, e teve uma receção num stand do partido montado junto à Capitania, e de um grupo reduzido de pessoas de etnia cigana que gritavam: “racistas, fascistas», enquanto o deputado número um por Aveiro, Pedro Frazão, apelava à intervenção da PSP, dizendo: «a chamarem nomes às pessoas e a Polícia não faz nada». André Ventura, líder do partido desceu a avenida e foi quando as vozes se ouviram mais alto. Respondendo à manifestação, André Ventura disse aos jornalistas: «é trabalhar como toda a gente que trabalha e cumprir as mesmas regras. Não é nenhum racismo, nem nenhum fascismo. Há uma grande maioria que não trabalha, fazem as mulheres casarem aos 13 anos, vivem num estado de desagregação absoluta face à regra geral da comunidade. Não sou eu que sou fascista, são “eles” que querem regras à parte em Portugal e eu não posso aceitar isso. Se não fosse a comunidade cigana era outra qualquer. Não se casam meninas aos 13 anos, não se vive de subsídios a vida toda».
Ao lado, Belarmina (que se escusou a dizer o apelido) tinha dito que eram «nascidos e criados em Portugal, manifestámo-nos e não ofendemos ninguém, queremos acabar com isto que está a acontecer, que alimenta o ódio contra a comunidade cigana. O Chega não pode apoderar-se do nosso país porque se isso acontecer é uma desgraça total». Nuno Maia criticou André Ventura por «entrar no campo que “é só racismo”». Os beneficiários do Rendimentos Social de Inserção são «uma minoria, quem recebe mais são os das raças deles».
A seguir dois elementos do grupo de etnia cigana queixaram-se aos agentes da PSP contra pessoas do stand do partido por os «tratarem mal». A PSP identificou os elementos de etnia cigana e do Chega.













