
Assembleia Municipal Jovem arranca na Antiga Capitania
A antiga Capitania de Aveiro recebeu esta segunda-feira a sessão de abertura oficial da Assembleia Municipal Jovem, reunindo alunos do ensino secundário de várias escolas do concelho numa simulação educativa do funcionamento do poder autárquico. A sessão de abertura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves, do presidente da Assembleia Municipal e candidato à presidência da autarquia, Luís Souto, bem como os vereadores Rogério Carlos e João Machado.
O evento, que decorre até dia 9, integra-se nas celebrações do Feriado Municipal e tem como principal objetivo aproximar os jovens dos processos democráticos e da vida política local, através da simulação realista de uma Assembleia Municipal. Envolvendo alunos de escolas secundárias do concelho, esta iniciativa pretende incutir um espírito de cidadania ativa e crítica, desenvolvendo competências de argumentação, deliberação e participação pública.
Luís Souto Miranda, atual presidente da Assembleia Municipal, abriu a sessão com uma intervenção profundamente pedagógica, explicando com clareza o funcionamento da Assembleia, o papel dos partidos e os conceitos de mandato, oposição, fiscalização e deliberação. «O mandato é o poder que o povo vos dá para serem representados. É por isso que estamos aqui, porque o povo nos mandatou. Não estamos aqui por nomeação, como acontecia antes do 25 de Abril», sublinhou, recordando os valores conquistados com a democracia e a importância da oposição como pilar fundamental de fiscalização da ação governativa.
Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal, dirigiu-se aos participantes com uma intervenção abrangente sobre o funcionamento do executivo camarário e a gestão pública em Aveiro. Explicou detalhadamente a composição do executivo municipal e os princípios que regem a sua ação, desde a gestão urbanística à descentralização de competências nas áreas da saúde, educação e ação social. «Governar com democracia é muito mais difícil do que governar numa ditadura. Aqui há escrutínio, há fiscalização constante, há oposição, e isso é bom», frisou o autarca, antes de detalhar o funcionamento orçamental do município que, este ano, gere um orçamento superior a 218 milhões de euros, fruto de uma forte capacidade de mobilização de fundos comunitários e receitas próprias, explicou o edil.
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