
«Há deputados a mais ao serviço do capital»
«Depois de um grande 25 de Abril», segundo palavras de Isabel Tavares, membro da Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN, ontem, na cidade de Aveiro, houve uma grande festa do Dia do Trabalhador, à semelhança de muitas outras que se realizaram em Portugal e no resto do mundo. A 17 dias das legislativas antecipadas, os trabalhadores saíram à rua, manifestando-se em força ao longo da Avenida Dr. Lourenço Peixinho e depois no Rossio, muitos dos quais «exercendo o direito de greve». Mas não foram os únicos que reivindicaram «por mais salários, melhores pensões, emprego com direitos, pela contratação coletiva e serviços públicos para todos, pela redução do tempo de trabalho, sem perda de retribuição para as 35 horas».
Nas comemorações organizadas pela União dos Sindicatos de Aveiro/CGTP-IN e os sindicatos integrados no Movimento Sindical Unitário viram-se também jovens, reformados, cuja vida -de acordo com Isabel Tavares e também com a Resolução do 1.º de Maio de 2025 que foi aprovada por unanimidade e aclamação pelos camaradas presentes no Rossio -«está hoje mais difícil». «Crescem as dificuldades para garantir uma vida digna, com salários e pensões cada vez mais insuficientes para cobrir os custos com a habitação, alimentação e serviços essenciais, por sérias limitações no acesso à saúde, à educação, à habitação, entre outros bens». Tudo isto resultado da «continuação da política de direita, desenvolvida ao serviço dos grupos económicos e financeiros».
Tanto na “Veneza Portuguesa” como no resto do país, não faltaram, pois, críticas ao Governo da AD (PSD/CDS), apoiado pelo CHEGA e pela IL, e que contou com o PS para viabilizar o seu Programa e o Orçamento do Estado para 2025, bem como apelos para «a necessidade de um novo rumo».
«Há deputados a mais ao serviço do capital. É preciso outro rumo», defendeu Isabel Tavares, acrescentando: «O voto de quem trabalha tem de garantir que na Assembleia da República estarão mais deputados, comprometidos com os interesses dos trabalhadores e com a defesa e melhoria de direitos, com os valores e conquistas de Abril».
Como refere a resolução deste ano, as eleições de 18 de maio «são uma oportunidade para quem trabalha e trabalhou derrotar a política de direita e as forças e os projetos reacionários».
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