
“Refugiado” chega amanhã ao palco do Teatro Aveirense
Amanhã, pelas 21.30 horas, o Teatro Aveirense recebe, na sua Sala Principal, a comovente obra “Refugiado - Epopeia de uma Fuga”, encenada e protagonizada por Paulo Matos. Os bilhetes estão disponíveis na Ticketline, com o valor de cinco euros.
O espetáculo conta a história de um homem que, forçado a abandonar o seu país, embarca numa perigosa jornada em busca de um futuro possível. Entre perigos e esperanças, a peça retrata a travessia de um refugiado tanto no mundo exterior quanto no seu íntimo, num relato pungente de luta, desespero e resiliência.
Sozinho em palco, Paulo Matos interpreta esta figura universal que carrega em si o sofrimento de milhões.
Estreada em Castelo Branco, em 2022, no Dia Mundial do Refugiado, a peça tem percorrido o país com grande sucesso e impacto. Segundo o encenador, a obra é uma «epopeia muito profunda», que continua a emocionar plateias por todo o país.
Uma obra sensibilizadora
Em entrevista ao Diário de Aveiro, Paulo Matos sublinha que o espetáculo «trata uma realidade que é uma verdade hoje em dia e que impacta milhões de pessoas». Num momento em que, de acordo com a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), mais de 120 milhões de pessoas vivem deslocadas no mundo, esta peça torna-se mais relevante do que nunca.
Com hora e meia de duração, “Refugiado” é descrito como uma experiência intensa. «O público encontra-se totalmente em silêncio, concentrado, hipnotizado e impactado com a história». Para o encenador, o objetivo é claro: «mostrar uma maior empatia com estas comunidades que estão nessa condição» e combater os estigmas crescentes em torno dos refugiados.
«Temos de ser conscientes de que estas pessoas só querem um sítio onde possam realizar a sua vida. Temos de relembrar que todos somos emigrantes», acrescenta Paulo Matos, apelando à presença do público aveirense. «O que mais gostaria que acontecesse é que esgotem o teatro, que venham ver esta obra de qualidade e que faça repensar, a todos os que assistem, os diversos estigmas que estão presentes na nossa sociedade».











