
«Tempo de celebração, mas também de reflexão» e balanço
Enquanto lá fora havia munícipes ilhavenses que aproveitavam o Feriado Municipal para pôr a conversa em dia enquanto tomavam café ou, então, para fazer exercício físico, “em declarada guerra aberta” contra as calorias a mais ingeridas nesta Páscoa, na Casa da Cultura rendia-se homenagem a quem tem dado tanto a Ílhavo e ouviam-se os “discursos da praxe” - leia-se as intervenções de membros da assembleia municipal [AM (presidente e representantes dos partidos políticos com assento no órgão deliberativo)] e do presidente da câmara. Com início por volta das 10.30 horas, a sessão solene durou cerca de duas horas, tendo os atuais “atores políticos” - alguns em fim de mandato com recandidaturas já assumidas e outros impossibilitados de o fazerem pela lei da limitação de mandatos - falado acerca do presente e do futuro, sobretudo do futuro próximo - entenda-se autárquicas de 2025.
Este ano, a cerimónia - para além de forte em emoções, sobretudo no momento da entrega das distinções honoríficas municipais, como, aliás, já vem sendo habitual, e também quando o edil João Campolargo pediu para se fazer «uma pausa» em memória do Papa Francisco - teve, pois, “sabor a despedida”, para alguns. Caso, por exemplo, de Paulo Pinho dos Santos (PSD), que lidera a AM e aproveitou o “tempo de antena” para fazer um balanço.
AM de Ílhavo é «exemplo nacional de boas práticas»
«Este é um tempo de celebração, mas também de reflexão», disse o responsável político, debruçando-se sobre «o papel essencial deste órgão na vida democrática do município». «Em defesa da sua dama», continuou recordando o trabalho destes últimos quatro anos «marcado pela inovação e proximidade à comunidade», em que procuraram «ouvir todos», e que resultou na distinção da AM de Ílhavo, «pelas suas boas práticas», por parte da Associação Nacional de Assembleias Municipais, à qual, aliás, aderiram neste mandato sob a sua liderança.
«A vitalidade de uma democracia local mede-se pela qualidade do funcionamento da sua assembleia municipal», sublinhou, exortando: «Que a AM de Ílhavo seja cada vez mais um exemplo nacional de boas práticas».
Sérgio Louro foi o interveniente que se seguiu. Segundo o deputado municipal afeto ao Chega, aquele era «um bom dia para se fazer uma reflexão coletiva da viagem que esta “nau” [município] está a fazer». Na sua ótica, a «viagem» até tem sido «agradável». «Ílhavo tem sabido reinventar-se» ao longo dos tempos, contudo, «há muito ainda a fazer», cabendo «ao futuro comandante da “nau”, independentemente da cor política», fazer o «muito» que falta.
«É preciso coragem», apelou, lembrando ainda, na altura, que «muitas das minhas críticas construtivas foram ouvidas».
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