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Maria Isaac lança livro sobre «o amor e a perda»

“As histórias que nos matam” é o novo romance da escritora estarrejense, agora com a chancela da Porto Editora

“As histórias que nos matam” é o novo livro da escritora estarrejense Maria Isaac, descrito como «um romance sobre a imprevisibilidade da vida».
Com formação em Marketing, trabalhando atualmente na área da fotografia e imagem, a autora iniciou, em 2017, a série de livros Odisseia das Pequenas Coisas, composta por “Onde cantam os grilos”, finalista do Prémio Fundação Eça de Queiroz, “O que dizer das flores” (2021) e “Quantos ventos na terra” (2023). O quarto roman­ce, que assinalou a sua entrada no catálogo da Porto Editora, foi apresentado no recente festival Correntes d’Escritas, na Póvoa do Varzim.
«Apesar de não ter livros em casa, desde sempre me encantavam as histórias que ouvia nas conversas dos adultos», diz Maria Isaac ao Diário de Aveiro. «Li o primeiro livro por um acaso e depois descobri a biblioteca e foi lá que a minha vida de leitora começou».
A autora nasceu num «meio rural mais pequeno» e a leitura foi uma porta «para o mundo da imaginação». «Alimentou sempre a minha curiosidade, até que acabei por começar a escrever as minhas próprias histórias», refere.
Odisseia das Pequenas Coisas «nasceu do desejo de explorar a beleza e a complexidade das pequenas coisas da vida», explica. «Queria contar histórias», acrescenta, «que mostrassem como os momentos aparentemente insignificantes, tudo o que nos acontece no dia a dia, até num meio rural onde pouco acontece, pode ter um impacto profundo nas nossas vidas».
A obra agora lançada é um romance que «explora o amor e a perda». «O tema da mudança, da nossa dificuldade enquanto seres humanos em lidarmos com a mudança, está muito presente em todo o livro, porque é muito difícil abrir mão de quem acreditamos ser, da nossa narrativa pessoal sobre quem somos, ou aquilo que nos torna a pessoa que acreditamos ser», descreve.
Maria Isaac sente que a sua escrita tem «evoluído significativamente». «Cada livro que escrevi tem sido uma aprendizagem e uma oportunidade de crescer enquanto autora. Tenho tentado explorar novas formas de criar personagens mais com­plexas e enredos envolventes com diversas camadas», diz ao Diário de Aveiro.
A escritora de Estarreja assume que a criatividade é «parte essencial» da sua vida. «Lembro-me que desde criança sempre fui observadora, em especial as pessoas. As experiências quotidianas, as pessoas e histórias que ouço são o que mais alimenta a minha imaginação e por isso se refletem nos meus livros. É essencial tanto para o marketing como para a escrita, o gosto por criar histórias novas e envolventes».

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Abril 21, 2025 . 09:30

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