
Artista plástico cruza identidade sonora com ambientalismo
Numa sociedade em constante evolução, rica na diversidade das suas culturas, preservar a história e a tradição é fundamental, servindo como ferramenta educativa e catalisador para a mudança. Desta forma, a arte é considerada a maior força de expressão da humanidade, aproximando há cerca de dez anos Xavier Paes das suas crenças, desejos e sonhos, através da «criação de formas» e reaproveitamento das mesmas, na fronteira entre o som e a imagem.
As expressões artísticas e o encontro da cultura
No auge dos 31 anos, assinalados recentemente, o artista natural de Ovar e radicado na cidade do Porto encontrou nas artes plásticas «um universo em expansão», carregado de desafios e «luta constante», como o próprio descreveu ao Diário de Aveiro. Como trabalhador “freelancer”, responsável pelos seus serviços, afirmou desdobrar a arte em «várias formas», isto é, numa «componente performativa», por via da reutilização de objetos «considerados lixo», garantindo-lhes uma nova vida, assim como na utilização dos mesmos em «ativações sonoras», explicou.
Neste âmbito, o artista informou que “Passage to Crystallization”, uma das suas peças de percussão que funde som e imagem através do desenho de uma partitura, está exposto na Galeria Municipal do Porto. Este trabalho foi um dos apresentados, no dia 2, aquando do final de uma residência artística no Spatial Sound Lab do MIT – Massachussets Institute of Techonolohy, nos Estados Unidos da América (EUA).
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