
Operação de defesa da Costa Nova começa em maio
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, disse ao Expresso que ,«em apenas três meses, sucederam-se tempestades de forma mais frequente e intensa do que quaisquer outras nos dez anos anteriores, que contribuíram para fazer o mar avançar um máximo de 25 metros terra adentro na linha da Costa Nova». Esta praia de Ílhavo voltou a ser atingida fortemente, em finais do passado mês de fevereiro, provocando forte erosão no sistema dunar e provocando a ruína dos passadiços, cortando o acesso entre a Barra e a Costa Nova
A 26 de fevereiro, após um encontro entre a Câmara de Ílhavo e a Agência Portuguesa do Ambiente, foi verificado um recuo da praia, numa extensão de cerca de 100 metros, entre os 20 e 30 metros. Considerada uma situação de emergência, foi marcado para o próximo mês de maio o arranque de uma operação de deposição de inertes no mar, provenientes da dragagem de manutenção da navegabilidade do Porto de Aveiro.
O presidente da Câmara de Ílhavo, João Campolargo, disse ontem ao Diário de Aveiro que a data mantém-se. Serão depositados no mar, frente à zona atingida, sendo que as marés farão o trabalho de arrastar a areia para terra, perspetivando-
-se que alimente a praia e reforce o sistema dunar.
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