
A associação mais antiga de Ílhavo está em permanente renovação
A Filarmónica Gafanhense é a associação mais antiga do concelho de Ílhavo, preparando-se para cumprir 189 anos em 2025 – a data será assinalada no mês de novembro. A instituição está em permanente renovação e prova disso é a nova direção, que foi empossada em março do ano passado. Três dos seus cinco membros são novos, entre eles a presidente Patrícia Filipe, que substituiu Paulo Miranda, que permaneceu oito anos no cargo. À presidente, de 48 anos, somam-se Loreta Neves, de 40, e Jorge Martinho, de 39, entre os novos dirigentes. Pedro Santos e Paula Bola transitaram da direção anterior.
«É um trabalho exigente e que requer muito tempo e energia», diz Patrícia Filipe, uma empregada forense que, sendo natural de Sintra, fez do município ilhavense a sua casa. Todos os dirigentes têm as suas profissões - entre os novos, Loreta Neves é técnica de contabilidade e Jorge Martinho é carpinteiro -, obrigando a uma grande ginástica para compatibilizar as suas ocupações profissionais, as obrigações familiares e o voluntariado na Filarmónica Gafanhense. «É cansativo e é uma responsabilidade, mas é por uma boa causa», assume a presidente, que entrou para o atual mandato de dois anos com «espírito de missão» em defesa de uma instituição que caminha para o segundo centenário.
A instituição da freguesia da Gafanha da Nazaré é uma associação com alguma pujança. Dos seus 438 sócios contabilizados, 254 são ativos. E, destes, 50 são executantes na própria orquestra.
As idades dos executantes, tanto na orquestra principal como na orquestra juvenil, variam entre os 13 anos - a saxofonista Luísa Monteiro - e os 60 - o trompetista Pedro Bola.
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