
Semana do Enterro promove «inclusão» e reforça «segurança»
A maior festa académica da Universidade de Aveiro está de regresso, no próximo dia 26, para uma semana de novos começos e muitas despedidas. Três meses após assumir a presidência da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), Joana Regadas esteve à conversa com o Diário de Aveiro, explicando quais os próximos passos a dar, as ambições e as novidades do enterro deste ano.
Diário de Aveiro: Tomou posse como presidente da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), a 24 de janeiro, sendo a primeira mulher na liderança após 19 anos. Qual o foco deste novo mandato?
Joana Regadas: Neste mandato temos três grandes focos que, durante estes últimos dois meses, têm estado a ser trabalhados. A cultura é uma prioridade, no sentido em que desejamos ser um complemento aos agentes culturais que estão implementados na cidade, trazendo novas ofertas. Pretendemos, sobretudo, explicar que a cultura não se resume apenas à Semana do Enterro, mas ao longo de todo o ano, com a dinamização de outras atividades. A política educativa, enquanto génese da casa e da criação da AAUAv, é um dos outros pontos estratégicos, movido pelo que são os direitos e interesses dos estudantes. Queremos usar, cada vez mais, a projeção da AAUAv, a nível local e nacional, para elevar as preocupações dos estudantes, os temas dentro da agenda política e ajudar no processo de construção de pessoas críticas e criativas, que possam pensar a sociedade de forma mais construtiva. O outro foco é a realização de um estudo sobre a saúde mental na Universidade de Aveiro (UA), previsto estar disponível “online” no segundo semestre, de modo a obter resultados a 28 de junho, no aniversário da AAUAv. Com este estudo, no início do próximo ano letivo, queremos construir, em parceria com professores da UA, medidas de ação para serem implementadas. Um outro tópico aborda a inclusão, uma vez que a UA é uma instituição cada vez mais internacional, com a integração de estudantes de várias nacionalidades, nomeadamente dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e da Ásia. Com isto, a nossa missão é criar um ensino superior mais próximo dos estudantes, alinhado às necessidades da comunidade académica. A UA já tem uma Comissão para a Internacionalização, mas que ainda só teve uma reunião, por isso o nosso objetivo é reativá-la para conseguirmos trabalhar em documentos que permitam perceber quais são as realidades destes estudantes.
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