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Novo líder do turismo propõe um hotel-escola

Um hotel-escola, promoção do território e destinos, o aumento das receitas e a reforma da legislação, são metas de Rui Ventura

Um hotel-escola para o Centro do país é uma das propostas que o novo presidente da comissão executiva da Turismo Centro de Portugal (TCP), Rui Ventura, apresentou no discurso da tomada de posse, ontem, em Aveiro, para o setor dar uma «resposta especializada» com «recursos humanos qualificados».
O antigo presidente da Câmara de Pinhel, que sucedeu no cargo a Raul Almeida, falecido em dezembro último, também fez um discurso para dentro da TCP, transmitindo que vai «ouvir e ponderar as posições dos profissionais do setor».
Sobre o hotel-escola, não foi direto ao assunto, mas começou por justificar a sua criação. Será um estabelecimento de formação de profissionais que possa «agarrar as oportunidades e atrair turistas pela diversidade». Num «território ímpar com pessoas de estirpe notável», o segredo pode estar no «cuidado de conservar o que é melhor» e, como fim, desenvolver a «indústria da hospitalidade».

O melhor são as pessoas
O que há de melhor são, primeiro, as pessoas, os sabores da gastronomia, o património natural e arquitetónico. «O que mais me acicata são as nossas gentes, a sua autenticidade com que dão ânimo e tranquilidade ao turista». Rui Ventura tem uma palavra para a sustentabilidade ambiental e a a­genda da descarbonização, bastando pensar que «pedimos a terra emprestada aos nossos filhos e netos». Tudo isto, resumiu, são «âncoras para uma permanência prolongada do turista».

Reformar a lei
Na segunda parte do seu discurso, Rui Ventura dirigiu-se ao secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, apelando a uma reforma da Lei n.º 33/2023, que estabelece os regimes jurídicos das áreas regionais de turismo de Portugal continental, a sua delimitação e características; e da organização e funcionamento das entidades regionais de turismo. Pedro Machado admite que a revisão da legislação «não ficou perfeita», cria uma «barreira na gestão das entidades regionais do turismo».
Deu um exemplo do que há a fazer, como o regime que regula o funcionamento de, por exemplo, um hotel de quatro estrelas, que impõe a instalação de uma… cabine telefónica.
Com as entidades regionais ultrapassadas, e as necessidades de mais autonomia, administrativa e financeira, e novos modelos de distribuição de destinos turísticos, Rui Ventura disse ainda que é preciso não duplicar recursos com o funcionamento da Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal, assim co­mo rever o mapa turístico e articular a comunicação e marketing.
E, por fim, as emissões de turistas para o Centro, sendo que Rui Ventura apontou para os mercados de Castela-Leão, Extremadura e Madrid. Pedro Machado disse que «a ambição é muito maior», olhando para a captação de turistas da Coreia do Sul ou China
Mas, Pedro Machado também aponta para bons resultados de 2024, com os 31 milhões de turistas estrangeiros que Portugal recebeu, o registo de 80 milhões de dormidas e as receitas de 27, 6 mil milhões de euros.
Outros aspetos positivos são o reforço da linha do turismo em 300 milhões de euros, a duplicação da verba do “Portugal Events” e a «valorização dos profissionais do turismo». Contudo, não respondeu à proposta central da criação de um hotel-escola, que Rui Ventura tinha apresentando há minutos.

Abril 16, 2025 . 07:45

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