
Futuro da Natureza é a equação que soma o humano ao ambiente
Garantir a conservação da natureza através do envolvimento das pessoas dos territórios e dos empreendedores que neles querem desenvolver atividades económicas, nomeadamente ao nível do turismo, é a estratégia da Organização Não Governamental “Rewilding Portugal», criada em 2019, com sede na Guarda e ativa nas áreas do Riba-Côa e Beira Alta.
Diretor de comunicação e empreendedorismo, e um dos 20 ativistas da ONG, Fernando Texeira foi, ontem, à Biblioteca Municipal de Estarreja, à sessão de abertura do seminário “O Futuro é Natural: Soluções para um Mundo em Transformação”, iniciativa do projeto estarrejense “ObservaRia.
Deu conta de como, na região do Grande Vale do Côa, que é «um importante corredor de vida selvagem para muitas espécies», a sua entidade está a empenhar o elemento humano na tarefa de preservação do meio natural.
Sinalizou a criação de uma rede de 69 pequenos negócios – restauração, artesanato, produtos alimentares, guias de natureza e alojamentos – que têm aprendido a «trabalhar em sinergia».
Com forte aposta na comunicação e formação, área que já cativou três dezenas de operadores, tem sido, definiu «um processo gradual» de construção de um ativismo também ancorado na afirmação de uma vocação empreendedora.
Assinalou que «70 por cento dos participantes na rede já colaboram entre si», que 51,5 por cento dos envolvidos «aumentaram o seu fluxo de negócios» e que, mesmo na hora de contar as receitas arrecadadas, os bons resultados começam a aparecer.
Referenciou o «aumento da oferta» para turistas, com a criação de três áreas de visitação, de um Centro Rewilding, de alojamentos a preços acessíveis (15 euros por pessoas, por noite) e de uma Loja Online.
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