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Salicórnia bate recorde no seu primeiro ano de atividade

Novo ferryboat elétrico transportou no ano passado 202.869 passageiros, o mais elevado número anual desde 2012 e que superou o máximo de 2016, que foi de 199.117 transportados

O novo ferryboat elétrico Salicórnia, que assegura o transporte público entre o Forte da Barra e São Jacinto, obteve, no ano passado, um recorde de passageiros, tendo transportado 202.869 passageiros, o mais elevado número anual desde 2012 e que superou o máximo de 2016, que foi de 199.117 transportados.
Segundo informou a câmara de Aveiro, Agosto foi o mês de 2024 com maior número de passageiros, com os 36.216 transportados a ultrapassarem os 28.493 de agosto de 2016, o que corresponde a uma subida de 27 por cento. O ano transato também registou os meses com mais passageiros do referido período: em maio, julho, setembro e dezembro.
Inaugurado a 02 de fevereiro de 2024, o Salicórnia, foi um investimento municipal de aproximadamente nove milhões de euros, cofinanciado pelos Fundos Comunitários do POSEUR / Portugal 2020, no valor de 2,25 milhões de euros. «Veio melhorar, reforçar e dignificar o transporte público de ligação entre o Forte da Barra e São Jacinto».
Com a sua entrada em funcionamento, foi substituído o velho ferryboat Cale de Aveiro, que tinha mais de 60 anos, elevados consumos de combustível, era poluente e exigia custos de manutenção e de operação elevados, passando o transporte a ser realizado «com maior segurança e comodidade para os passageiros».
A câmara municipal fez notar que «o primeiro ano de operação ficou ainda marcado pelo período de aprendizagem de funcionamento do novo navio, que, pelas suas características e tecnologias inovadoras, exigiu, e ainda exige, formação e adaptação das equipas gestoras da operação de transporte público fluvial e articulação com diversas entidades». Registou, por isso, «alguns dias de paragem ou supressão de carreiras, com especial incidência em fevereiro e março de 2024, tendo as mesmas sido substituídas por transporte rodoviário de autocarro e pela Lancha Transria».
O sistema de carregamento «também tem sido alvo de gestão de problemas, pela sua adaptação às condições do local, por ajustamentos da sua relação com o ferry, por problemas técnicos nos postos de transformação de fornecimento de energia e por danos provocados por intempérie, tendo as entidades parceiras da operação encontrado respostas para os problemas».
A autarquia aveirense garantiu que os parceiros principais da gestão do Salicórnia «trabalham empenhadamente para reduzir o número de carreiras suprimidas e garantir o cumprimento do objetivo fixado de uma fiabilidade da oferta deste transporte de 100 por cento».
Sublinhou que «o número de dias de não operação e de carreiras suprimidas no primeiro ano foram muito inferiores aos ocorridos em qualquer dos anos da operação do ferry Cale de Aveiro».

Tecnologia, Qualidade Ambiental e da Viagem

O Salicórnia foi o primeiro ferryboat 100 por cento elétrico a ser desenvolvido inteiramente em Portugal, por empresas nacionais, para servir uma região portuguesa e o primeiro ferryboat elétrico da Península Ibérica e do Sul da Europa.
Esta embarcação tem zero emissões de CO2 (Dióxido de Carbono), permitindo a redução da emissão das mais de 300 toneladas de CO2 libertadas pelo velho Cale de Aveiro, diminuindo igualmente em cerca de 30 por cento o consumo energético. Tem capacidade para transportar 260 passageiros e 19 viaturas, mais 90 por cento e 30 por cento, respetivamente, do que o Cale de Aveiro.

Abril 10, 2025 . 13:22

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