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Cuidar dos mais frágeis deve ser «uma forma de estar e de viver»

Rosa Maria Afonso, docente da Universidade da Beira Interior, avisou, na abertura da 6.ª edição do Encontro de Políticas Públicas na área do Envelhecimento do município de Ílhavo, que vivemos uma fase «de transição da ideia dos cuidados»

O futuro do cuidar deverá ser, cada vez mais, rumo ao futuro, «uma forma de estar e de viver», salientou, ontem, Rosa Maria Afonso, docente da Universidade da Beira Interior, na abertura da 6.ª edição do Encontro de Políticas Públicas na área do Envelhecimento do município de Ílhavo, que se realizou no Laboratório das Artes - Teatro da Vista Alegre.

A psicóloga, que, na sua comunicação, abordou o tema “O futuro dos cuidados à pessoa mais velha”, avisou que vivemos uma fase «de transição da ideia dos cuidados», com «a visão» tradicional da família direta, nomeadamente os filhos, a cuidar dos mais frágeis, em concreto dos seniores, a dar lugar ao que chamou de «visão contemporânea», na qual ninguém tem de «deixar o seu trabalho» para tomar conta de alguém, antes «o cuidar integra-se no seu projeto de vida».

Rosa Maria Afonso enfatizou que as vulnerabilidades inerentes à condição humana tornam inevitável uma «configuração de cuidar» a reconhecer que, «de repente», qualquer pessoa, independentemente da idade, pode «precisar de cuidados».

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Abril 9, 2025 . 09:00

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