
PS defende "IVA zero" em alternativa à redução do IRC
No final da declaração aos jornalistas, após entregar no tribunal a lista de candidatos do PS às legislativas de 18 de maio, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, número um pelo círculo de Aveiro, abordou a polémica da empresa de Luís Montenegro, também cabeça de lista pelo distrito, e disse que quer chegar ao Governo para «encerrar um capítulo de suspeição sobre um líder de Governo», além de aplicar uma alternativa em termos de impostos.
Sobre a expectativa dos resultados nas legislativas, o objetivo é «trabalhar para ganhar as eleições», apelando à «concentração dos votos no PS para conseguir derrotar a AD» e formar um Governo socialista. Ontem, o assunto da empresa não teve desenvolvimentos e a diferença ficou estabelecida nos impostos.
São as duas figuras de maior relevo nestas eleições, sendo que, provavelmente, um dos dois será o próximo primeiro--ministro e Aveiro está a concentrar as atenções desta campanha. O socialista, natural de S. João da Madeira e secretário-geral do PS, e Luís Montenegro, de Espinho, presidente do PSD e atual primeiro-ministro, que, pela primeira vez, disputam os votos do mesmo círculo eleitoral.
O regresso do “IVA Zero”
Pedro Nuno Santos ouviu as declarações do seu adversário, que também apresentou ontem a lista da AD, e para quem «o PS quer distribuir sem criar riqueza, um caminho para o empobrecimento», através do “IVA zero”, que o socialista quer implementar em vários produtos.
A AD quer «criar riqueza para depois a redistribuir», reduzindo o IRC, o imposto sobre o rendimento das empresas. Resumindo, disse que «quem acha que se deve pegar em 1.500 milhões de euros e dar a uma minoria da população portuguesa (às empresas) vota na AD; quem acha que esse dinheiro é melhor investido nas famílias, baixar o preço da carne, do leite, do azeite, da luz, do gás, do automóvel, vota no PS». As pessoas «enfrentam um custo de vida elevado e o PS tem um programa que responde a todos; a AD tem um programa que dá resposta a meia-dúzia de portugueses».
Aliás, em 2023 e 2024, «foram os anos recorde dos lucros das empresas em Portugal, exemplificando com a banca, a distribuição e energia, e o IRC não foi um problema; quem tem dificuldades são as famílias portuguesas». O PS quer «aproveitar a margem que o Estado tem para conseguir diminuir o custo de vida das famílias». Sobre o “IVA zero”, «já foi implementado e sabemos que funcionou. Os preços caíram e foram monitorizados, e quando o “IVA zero” terminou os preços voltaram a disparar. As medidas do PSD são promessas ilusórias, que uma redução do IRC terá um efeito que nós não sabemos qual».










