
Grupo Folclórico honra as tradições da Palhaça
Decorrerá das 9.30 às 19 horas, no largo da escola antiga da freguesia, e visa evocar tempos antigos, com o presidente da instituição, Victor Ferreira, logo a tranquilizar quem milita na causa da defesa dos animais, sublinhando que não haverá matança do porco, até porque a lei não o permitiria em tais condições de arraial.
A carne para fazer os rojões das tripas e sarrabulho será comprada no talho. As atuações do rancho e do duo “Tu e Eu” vão ajudar a fazer a festa. «É pela tradição, que é muito antiga», salientou o dirigente, com nota de que o evento nasceu cerca de dois anos após os primórdios do grupo.
A 29 de junho de 1982 foi criado o Rancho Folclórico da Casa do Povo da Palhaça, no dia de São Pedro, o padroeiro da terra. Em 2004, passou a ostentar a denominação oficial de Grupo Folclórico de São Pedro da Palhaça. Victor Ferreira revelou que, atualmente, o coletivo conta meia centena de elementos, dos 16 aos 60 anos.
Estão no ativo 12 pares de dançarinos, com os restantes membros a integrarem a Tocata e os Figurantes que envergam trajes de outros eras.
Não integrando a Federação do Folclore Português, para manter a sua autonomia criativa, o grupo interpreta e dança modas recolhidas na Palhaça, mas o repertório também inclui modas da região da Bairrada.
Os trajes são cópias dos usados outrora e estão relacionados, essencialmente, com as lides do amanho da terra. Destaque, na mulher, para a mantilha e, no homem, para o tradicional gabão, que alguns chamavam de Aveiro, não se devendo, porém, ignorar que pertencia a uma vasta região e que, na Bairrada, não havia varão que o não tivesse. O programa anual da instituição ainda tem inscrito o Magusto pelo São Martinho e, para a época forte do folclore, no verão e outono, estão agendadas umas 15 deslocações, de norte a sul do país.
O grupo folclórico participou no Carnaval concelhio e levou pelo território uma “contradança”.










