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“Mercado municipal foi um projecto falhado”


José Fonseca segunda, 08 junho 2020

O presidente da Câmara de Viseu, António Almeida Henriques, admitiu na passada sexta-feira que o Mercado 21 de Agosto, mais conhecido como mercado municipal, “foi um projecto falhado” e que será demolido para dar lugar a um edifício novo, com melhores condições para comerciantes e clientes e capaz de acolher os serviços que a autarquia pretende transferir para lá, com o objectivo de criar uma âncora de desenvolvimento, que o actual mercado nunca conseguiu ser.
Durante a sessão de assinatura do protocolo entre o Município de Viseu e a Agência para a Modernização Administrativa, que concretiza a transferência da gestão da Loja do Cidadão para o município, o autarca anunciou a demolição do mercado, explicando que o novo edifício irá contar com três pisos subterrâneos com 400 lugares de estacionamento e com espaço para receber os serviços da Loja do Cidadão, que, para já, ainda funciona na Quinta das Mesuras, junto à biblioteca municipal, duas conservatórias, serviços das Finanças e o Atendimento Único da Câmara de Viseu.
Ao longo dos últimos anos, Almeida Henriques anunciou por várias vezes a requalificação do mercado municipal, no entanto, os problemas estruturais do actual edifício terão levado a autarquia a optar pela sua demolição, após diversas intervenções para melhorar as condições oferecidas aos comerciantes e inúmeras campanhas de promoção e acções de animação para tentar reaproximar a população da ‘praça’.
“Este projecto vai demorar dois a três anos a ser concretizado”, sublinhou Almeida Henriques.
A ‘praça’ funcionou durante muitos anos no Mercado 2 de Maio, em pleno centro histórico de Viseu, numa zona muito movimentada da cidade, e foi com Engrácia Carrilho como presidente da autarquia que foi tomada a decisão de criar o Mercado 21 de Agosto, que acabou por abrir as portas com Fernando Ruas a liderar o executivo. ‘Escondida’ atrás de diversos edifícios a nova ‘praça’ foi perdendo o fulgor de outros tempos, ao mesmo tempo que comerciantes e clientes se iam queixando da falta de condições existentes.

Quiosque Cidadão
na Rua Direita

A assinatura do protocolo entre o Município de Viseu e a Agência para a Modernização Administrativa foi testemunhada pela ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, que visitou o Quiosque Cidadão, na Rua Direita, onde começaram a ser feitos atendimentos relativos aos cartões de cidadão.
O atendimento funciona apenas por agendamento, sendo a marcação realizada em exclusivo pelo Instituto dos Registos e Notariado, através de contacto telefónico. A abertura do balcão temporário visa responder de forma célere e ágil ao elevado número de pedidos e levantamentos de cartão de cidadão pendentes, situação agravada depois das medidas excepcionais e temporárias implementadas no âmbito do combate à covid-19 – que limitaram o atendimento presencial aos actos urgentes e prolongaram a validade dos documentos pessoais até 30 de Outubro, como explicou Alexandra Leitão.