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“Vírus vai ficar por muito tempo”


quinta, 23 abril 2020

O director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que o vírus que provoca a Covid-19 vai estar presente «muito tempo», realçando ainda que começa a haver estabilidade na situação da Europa.
«O vírus vai acompanhar-nos durante muito tempo», afirmou o responsável numa conferência de imprensa online a partir da sede da OMS em Genebra, depois de começar por referir que a Europa está, em relação à pandemia, em situação estável e com tendência a baixar.
Ainda assim, referiu o director-geral da OMS, a epidemia pode reactivar-se mesmo em situações em que o confinamento tem resultado, e avisou que «o mundo não voltará a funcionar como antes» e que é preciso procurar uma nova e mais segura realidade. Tedros Adhanom Ghebreyesus lembrou também que já há 2,5 milhões de pessoas infectadas e mais de 170.000 mortes provocadas pelo novo coronavírus.
Numa conferência de imprensa em que se falou várias vezes do aliviar das medidas de isolamento, os responsáveis da OMS disseram compreender que as pessoas «queiram voltar às suas vidas normais», mas assinalaram sempre a importância, na luta contra o vírus, do afastamento social. Nesse mesmo encontro, Tedros Adhanom Ghebreyesus avisou mesmo que se na Europa Ocidental a tendência é para baixar a incidência do vírus, as situações em África, na América Central e do Sul e na Europa de Leste preocupam a OMS.
Questionado se a declaração de emergência mundial devia ter sido feita mais cedo, o responsável máximo da organização enfatizou que essa declaração foi feita a 30 de Janeiro, «o mais cedo possível», e esclareceu que nesse momento havia 82 casos confirmados fora da China, a maioria em países vizinhos, onde começou a epidemia. A Europa tinha notificado 10 casos e não havia mortes declaradas fora da China. «Creio que declarámos a emergência no momento adequado, o mundo tinha tempo suficiente para responder», disse o responsável, que tem sido criticado pelos Estados Unidos em relação à forma como a OMS lidou com a pandemia