Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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Adriano Callé Lucas

“No fim disto tudo, se sobreviver, prometo vingar-me”


domingo, 12 abril 2020

Ivar Corceiro esteve na Bulgária e encontra-se agora
em Inglaterra. Planos para regressar a Portugal não os tem para já.

A vida já lhe tinha dado muitas voltas e, agora, como a milhões a uma escala planetária, deu mais uma. “Como quase toda a gente, estou confinado a casa. O Reino Unido já atingiu as 1.000 mortes por dia, mais coisa menos coisa, e é um bocado assustador estar neste país nes­te momento”, diz o avei­rense Ivar Corceiro.
O acesso a cuidados de saú­de não é fácil. O serviço nacional de saúde inglês “não tem capacidade para enfrentar esta pandemia”, resume. Há outras dificuldades: “Nos supermercados há filas enormes porque só podem entrar alguns cli­entes de cada vez e é difícil comprar coisas básicas como ovos, farinha ou carne. Às vezes consegue-se, outras não”.
Apesar de tudo, Ivar Corceiro diz que teve “sorte”. “Trabalho numa empresa que foi um pouco mais rápida do que o Governo a tomar medidas. Primeiro reduziu o horário para permitir distanciamento social no escritório, depois adap­tou a tecnologia existente para passarmos a trabalhar em casa. E também garantiu o pagamento integral dos salários”.
Olhando da grande ilha onde está para o seu país, orgulha-se da forma como Portugal lida com o problema. A legalização temporária de todos os imigrantes encheu-lhe as medidas e outras formas de reagir à pandemia também as vê como acertadas. “Nesta questão da pandemia sem dúvida nenhuma que preferia estar em Portugal. Mas o problema é que continuo a precisar de trabalhar para poder viver”, diz ao Diário de Aveiro.

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